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Desvio de avião para deter jornalista. Líderes europeus pedem "sanções imediatas" contra a Bielorrússia

Roman Protasevich fez eco da voz de milhares de bielorrussos que se manifetaram contra a reeleição de Alexandr Lukashenko.

Um jornalista bielorrusso foi detido quando o avião em que seguia aterrou de emergência na capital do país. A oposição política do Presidente acusa Alexandr Lukashenko de rapto por ter desviado o aparelho com uma falsa ameaça de bomba.

A bordo de um avião da Ryanair, 171 passageiros partiram de Atenas, na Grécia, com destino a Vílnius, na Lituânia. Tudo corria conforme o esperado até que à passagem pelo espaço aéreo da Bielorrússia, uma ameaça de bomba obrigou a uma aterragem de emergência na capital Minsk. Segundo a versão avançada pela Lituânia, os verdadeiros motivos viriam a ser conhecidos mais tarde.

Protasevich fez eco da voz de milhares de bielorrussos que no ano passado se manifestaram durante semanas pela democracia. Centenas acabaram por ser detidos. Estavam contra a reeleição do Presidente Lukashenko que, na altura, estava no poder há 26 anos. O jornalista enfrenta a pena de morte na Bielorrússia.

Nas redes sociais vários países europeus já reagiram. O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros alemão exige "uma explicação imediata". Enquanto o líder da diplomacia francesa diz que "o sequestro de um voo Ryanair pelas autoridades bielorrussas é inaceitável".

O primeiro-ministro polaco, vai mais longe: considerou a detenção do jornalista bielorrusso um "ato de terrorismo de Estado" e assumiu ter pedido ao presidente do Conselho Europeu, "sanções imediatas" contra a Bielorrússia a partir de segunda-feira.

Desde o início dos protestos na antiga república soviética, centenas de jornalistas foram já detidos e quase 20 estão ainda presos. Entretanto, Alexander Lukashenko promulgou uma lei de segurança nacional que alarga os poderes da polícia e permite aos agentes usar armas militares para manter a ordem na Bielorrússia.

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