Um vulcão na República Democrática do Congo obrigou à evacuação da cidade de Goma e à fuga de mais de dois milhões de pessoas. A erupção do Nyiragongo foi dada como controlada a meio do dia. Mas o mar de lava deixou já um rasto de destruição na região fronteiriça com o Ruanda.
A meio da noite, a fúria do Nyiragongo surpreendeu os habitantes de Goma e provocou o pânico na maior cidade do leste do Congo. A maioria da população acatou as ordens e optou pela fuga. Milhares de pessoas fugiram para o vizinho Ruanda.
Um voo de reconhecimento da ONU que mantém aqui uma missão de paz revelou dois fluxos diferentes de lava. A grande velocidade, uma das torrentes correu noite fora em direção a áreas habitadas.
Sete horas depois do início da erupção, o mar de lava parou em Buhene, a norte de Goma. Com o nascer do dia, a população ignorou os avisos e começou a voltar a casa para avaliar a dimensão dos estragos ou apenas por curiosidade.
A 3.470 metros de altitude, o monte Nyiragongo é um vulcão ativo. Em conjunto com o vizinho Nyamuragira, regista 40% das erupções vulcânicas em África. Na última erupção, em 2002, morreram 250 pessoas e mais de 120 mil ficaram desalojadas.
Desta vez, a tragédia foi por pouco evitada. O sistema de alerta antecipado está desativado desde que o Banco Mundial cortou o financiamento, depois do desvio dos fundos internacionais. Há 2 meses, que os vulcanologistas alertavam já para a intensa atividade sísmica na região e para o magma que inundava a cratera deste vulcão na República Democrática do Congo.