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Sánchez vai propor esta terça-feira concessão de indultos a independentista catalães

Fernando Calvo

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro espanhol esta segunda-feira, em Barcelona.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou esta segunda-feira em Barcelona que esta terça-feira vai propor em Conselho de Ministros a concessão de indultos aos líderes separatistas catalães que estão na prisão pelo seu envolvimento na tentativa independentista de 2017.

"O Governo de Espanha decidiu enfrentar o problema e procurar a concórdia", disse Sánchez num discurso perante 300 representantes da sociedade civil catalã.

Os políticos catalães que organizaram em 2017 um referendo ilegal sobre a autodeterminação da região foram julgados em 2019 e nove deles estão a cumprir penas de prisão que vão até um máximo de 13 anos de prisão pelo crime de sedição (contestação coletiva contra a autoridade).

O chefe do Governo espanhol pediu àqueles que não concordam com a medida que, pelo menos, reconheçam "a sua plena legalidade e a sua absoluta constitucionalidade".

Sánchez sublinhou que está consciente de que parte da sociedade catalã e espanhola se opõe à concessão de indultos, mas afirmou que "o futuro tem de importar mais do que o passado" e que esta medida "dará a todos a oportunidade de recomeçar e fazer as coisas melhor".

"Se há tempo para unir é este", disse o primeiro-ministro, que também defendeu o "diálogo" contra o "confronto", porque este último "não serviu para resolver qualquer conflito".

No momento em que fez o anúncio, um dos presentes, que levava uma Estelada (símbolo independentista), respondeu aos gritos de "amnistia e independência".

"O Governo de Espanha decidiu enfrentar o problema e procurar a concórdia", insistiu o chefe do executivo espanhol na sala de ópera 'Grande Teatro do Liceu', na capital da Catalunha, onde deu uma palestra intitulada "Reencontro: um projeto de futuro para Espanha".

A direita espanhola critica esta posição do Governo minoritário de esquerda, considerando que a medida é a moeda de troca que garante a continuação dos apoios necessários para que Pedro Sánchez se mantenha no poder por mais dois anos, até ao final da atual legislatura.

Os políticos catalães que organizaram em 2017 um referendo ilegal sobre a autodeterminação da região foram julgados em 2019 e nove deles estão a cumprir penas de prisão que vão até um máximo de 13 anos de prisão, entre outros, pelo crime de sedição (contestação coletiva contra a autoridade).

Um grupo de independentistas está fugido no estrangeiro, não tendo ainda sido julgado, entre eles o ex-presidente do executivo catalão Carles Puigdemont, que está na Bélgica, e foi eleito deputado do Parlamento Europeu.

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