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Bezos deixa cargo de diretor-geral da Amazon e viaja para o espaço a 20 de julho

Clodagh Kilcoyne

Bezos vai, todavia, manter um "papel fundamental na empresa que fundou há apenas 27 anos, permanecendo como presidente executivo do conselho de administração".

O patrão da gigante do 'e-commerce' Amazon, Jeff Bezos, abandona segunda-feira o cargo de diretor-geral para dedicar-se a outros projetos e viaja para o espaço dia 20 de julho.

Jeff Bezos, 57 anos, considerado o homem mais rico do mundo, vai deixar o cargo de diretor-geral para o seu número dois, Andy Jassy, na próxima segunda-feira, 5 de julho, para se dedicar a outros projetos, designadamente uma viagem ao espaço no próximo dia 20 de julho, refere hoje a agência de notícias France Press.

Bezos vai, todavia, manter um "papel fundamental na empresa que fundou há apenas 27 anos, permanecendo como presidente executivo do conselho de administração", avança este domingo a agência de notícias France Press.

Bezos sai da Amazon, empresa que emprega atualmente mais de 800 mil pessoas só nos Estados Unidos da América (EUA), após ver seus negócios dispararem durante a pandemia da covid-19, e depois de enfrentar muitas críticas dos defensores dos trabalhadores e reguladores, que denunciavam, regularmente, a obsessão pela eficiência, mas tratando os funcionários como máquinas.

Se por um lado houve críticas ao patrão da gigante do 'e-commerce' por ter desprezado certas práticas comerciais, que esmagaram a concorrência, ou pela forma como tratou os seus trabalhadores, há também quem o elogie pelas suas inovações que, por vezes, abalaram setores económicos inteiros.

"Seja vendendo livros, informação em 'cloud' ou na entregas ao domicílio, "Bezos é um líder que impulsiona a mudança", considera Darrell West, do Centro de Inovação Tecnológico da Instituição Brookings. "Isso deu o ímpeto a muitos serviços que as pessoas agora consideram óbvios, como fazer compras 'online', pedir algo e recebê-lo no dia seguinte", observou Darrell West.

Roger Kay, analista da Endpoint Technologies Associates, considera, por seu lado, que Bezos "tem o instinto de descobrir o que vai funcionar" no próximo mercado.

A empresa de Bezos suplantou os rivais ao escolher os primeiros anos para "reinvestir todos os lucros no crescimento", lembra Kay. Uma estratégia que por vezes deixou os investidores perplexos, mas que agora "parece completamente lógica", acrescenta Kay.

Bezos abandona a gestão diária da sua empresa para dedicar mais tempo a outros projetos, como por exemplo à sua outra empresa Blue Origin, que fará seu primeiro voo de turismo espacial no próximo dia 20 de julho, e em que o próprio com Jeff Bezos vai a bordo.

O empresário também é o dono do jornal Washington Post e já disse que quer dedicar tempo e dinheiro ao combate às mudanças climáticas.

A Amazon (livraria online) foi lançada na garagem de Jeff Bezos, onde começou por empacotar as encomendas feitas 'online'. Hoje, a gigante do e-commerce vale mais de 1,7 mil milhões de dólares em bolsa, tendo em 2020 faturado 386 mil milhões de dólares. É um grupo que abrange vários setores do mercado, como o e-commerce, armazenamento em 'cloud', inteligência artificial ou produção cinematográfica.

A empresa alegou ter perdido cerca de quatro mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) em custos relacionados com a pandemia.