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Venezuela. Apagões afetam cidade de Caracas e mais da metade do país

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As falhas elétricas fizeram aumentar as queixas da população sobre a instabilidade do sistema elétrico.

A cidade de Caracas e outras 12 das 24 regiões venezuelanas registaram esta quarta-feira vários apagões parciais, com alguns usuários queixarem-se de que ficaram às escuras e outros de que havia subidas e descidas de voltagem.

Além de Caracas o sistema elétrico venezuelano apresentava, pelas 15:00 horas locais (20:00 horas em Lisboa) oscilações de voltagem nos Estados de Anzoátegui, Arágua, Carabobo, Falcón, La Guaira, Lara, Yaracuy, Mérida, Portuguesa Táchira e Zúlia.

Através das redes sociais, os usuários queixavam-se de que nalgumas destas regiões não havia serviço elétrico.

O presidente da Câmara Municipal de Baruta, Darwin González, confirmou as avarias naquela localidade do sul de Caracas e explicou que as autoridades locais estão alerta.

"Atenção 'barutenhos' (cidadãos de Baruta), regista-se uma descida elétrica que afeta o município. Estamos atentos perante qualquer emergência. Se a tua zona não tem luz reporta à Corporação Elétrica Nacional", escreveu na sua conta do Twitter.

Por outro lado, através das redes sociais, os usuários dão conta que no leste da capital, o apagão afetou o populoso bairro humilde de Petare.

Também nas localidades de Los Dos Caminos e em Los Palos Grandes, La Urbina, Sebucán, Los Cortijos, La Califórnia, El Marqués e Bello Monte, todas no leste de Caracas.

No centro da cidade capital as falhas elétricas afetam os bairros de Cátia, 23 de Enero e a urbanização La Pastora, próximo do palácio presidencial de Miraflores.

As falhas elétricas levaram o Metropolitano de Caracas, a encerrar as estações de Pérez Bonalde, Plaza Sucre e Gato Negro, na zona oeste de Caracas.

O serviço de comboio para Los Valles del Tuy (50 quilómetros a sul da capital) foi suspendido devido aos apagões elétricos.

As falhas elétricas fizeram aumentar as queixas da população sobre a instabilidade do sistema e ausências prolongadas do fluído elétrico.

"Esta semana fiquei sem eletricidade duas vezes e sofri três baixas (de voltagem) consideráveis. Tudo isto em Caracas, a 'cidade borbulha' (protegida)", denunciou Fran Monroy Munet na sua conta do Twitter.

Pelas 15:20 horas locais (20:20 horas em Lisboa), a empresa estatal Corporação Elétrica Nacional da Venezuela (Corpoelec), anunciou através do Twitter que tinha ativado duas linhas telefónicas para que os utilizadores se comunicassem "por WhatsApp, para a atenção de emergência elétrica".

Em 7 de março de 2019, ocorreu o maior apagão da história da Venezuela: uma falha na Central Hidroelétrica Simón Bolívar deixou o país totalmente às escuras durante cinco dias.

Um ano depois, em 25 de março de 2020, voltou a registar-se outro grande apagão que afetou pelo menos 16 Estados e parte do Distrito Capital.

A 6 de maio de 2020, 19 dos 24 Estados da Venezuela ficaram total ou parcialmente às escuras devido a um apagão que afetou também a Internet e as comunicações telefónicas.

E treze dias depois um apagão voltou a deixar a cidade de Caracas e mais de metade do país às escuras.

A 4 de novembro de 2020, pelo menos 13 regiões (Distrito Capital, Lara, Falcón, Guárico, Carabobo, Zúlia, Arágua, Miranda, Portuguesa, Mérida, Táchira, Trujillo, Yaracuy e inclusive no Estado de La Guaira) ficaram parcialmente às escuras, com os clientes a queixarem-se de súbitas variações no abastecimento da eletricidade e a recear avarias nos equipamentos domésticos.

Em 11 de janeiro de 201 a organização não-governamental Comité de Afetados pelos Apagões (CAPA), anunciou que tinha registado 157.719 apagões e falhas elétricas na Venezuela, entre janeiro e dezembro de 2020, prevendo "muitas dificuldades" no abastecimento de eletricidade ao longo de 2021.