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Lei da Segurança em Hong Kong. Jovem de 24 anos foi condenado a nove anos de prisão

Pena foi três vezes mais pesada do que pedia a acusação.

9 anos de prisão foi a sentença para o primeiro condenado no âmbito da lei da segurança nacional, em Hong Kong. Um jovem de 24 anos foi acusado de incitar à secessão. A antiga colónia britânica está agora sob um domínio chinês cada vez mais musculado.

Mais de 100 pessoas foram detidas em Hong Kong ao abrigo da controversa lei da segurança nacional, que prevê penas de prisão perpétua para casos de secessão, subversão, terrorismo ou conluio com forças estrangeiras.

Esta sexta-feira, Tong Ying-kit, de 24 anos, o primeiro condenado no âmbito desta lei, ouviu a leitura da sentença. 9 anos de prisão para o antigo empregado de mesa acusado de conduzir uma moto contra um grupo de agentes da polícia, a 1 de julho do ano passado, precisamente um dia depois de Pequim ter imposto a lei de segurança nacional ao território, na sequência dos protestos antigovernamentais e pró-democracia que em 2019 levaram milhões de pessoas às ruas durante meses.

O jovem hasteou uma bandeira negra numa moto, onde estava escrito "Libertem Hong Kong: revolução do nosso tempo", palavras que o tribunal interpretou como uma tentativa de incitar à secessão.

Os três juízes, escolhidos pela chefe do Governo de Hong Kong, concluíram que o jovem defendeu a independência da antiga colónia britânica e agora região administrativa especial chinesa e entenderam que cometeu também um ato terrorista ao atropelar com a moto três polícias.

A defesa lembra que não ficou provado que o ataque contra os polícias tivesse sido deliberado e não houve feridos. A pena de Tong Ying-kit foi três vezes mais pesada do que a acusação pedia.