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UE apela ao cessar-fogo no Afeganistão e condena violência talibã

JALIL REZAYEE

Os talibãs anunciaram que iriam lançar novos ataques contra funcionários governamentais afegãos.

A União Europeia (UE) condenou hoje a "escalada significativa" da violência talibã no Afeganistão, apelando a um "cessar-fogo permanente".

"A União Europeia condena a escalada significativa da violência no Afeganistão provocada pela intensificação dos ataques dos talibãs".

Em comunicado conjunto, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, sublinham os recentes ataques e combates em Lashkar Gah, que causaram pelo menos 40 vítimas civis, e ainda o atentado contra a residência em Cabul do ministro da Defesa Bismillah Mohammadi, que matou 12 pessoas e feriu pelo menos outras 20.

A UE "apela a um cessar-fogo urgente, abrangente e permanente para dar uma oportunidade à paz", destaca ainda o comunicado.

Os talibãs anunciaram na quarta-feira que iriam lançar novos ataques contra funcionários governamentais afegãos, um dia após um ataque ao ministro da defesa afegão em Cabul, enquanto continuavam a lutar pelo controlo de várias grandes cidades sitiadas.

O Afeganistão está no meio de uma onda de violência que se espalhou por grande parte do país, existindo um cerco talibã às grandes cidades, e que já originou um ataque junto a um membro do Governo.

A pior luta entre os talibã e as forças de segurança afegãs na terça-feira foi na cidade de Lashkar Gah, capital da província sul de Helmand, tendo o exército pedido a evacuação da cidade para uma grande contraofensiva.

O aumento da violência talibã, que coincidiu com o início da fase final da retirada das tropas estrangeiras em 01 de maio, levou ao êxodo de quase 100.000 famílias nas últimas duas semanas, uma situação ainda agravada pelas altas temperaturas de verão.