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Vinte mulheres vão passar cinco dias dentro de água em estudo sobre voos espaciais

20 mulheres vão passar cinco dias numa cama de água num estudo de imersão a seco que pretende recriar alguns dos efeitos de voos espaciais no organismo. Os banhos de imersão a seco são usados ​​para recriar na Terra momentos do dia a dia sem gravidade. Semelhante às banheiras, os tanques mantêm os participantes do estudo em suspensão durante vários dias.

Medes/ESA

Experiência para obter dados sobre o organismo das mulheres numa simulação de ausência de gravidade

Esta semana, 20 mulheres vão passar cinco dias numa cama de água num estudo de imersão a seco que pretende recriar alguns dos efeitos de voos espaciais no organismo. A campanha da Agência Espacial Europeia (ESA) começou a 21 de setembro com as primeiras voluntárias na clínica espacial Medes em Toulouse, França.

As voluntárias deitam-se em tanques semelhantes a banheiras, cobertas com um tecido impermeável para mantê-las secas e suspensas na água. Como resultado, o corpo experimenta uma "falta de apoio" - algo próximo do que os astronautas sentem quando flutuam na Estação Espacial Internacional.

Esta é a segunda vez que é realizada esta experiência de imersão a seco com mulheres e a primeira na Europa. A ESA decidiu lançar o estudo, chamado Vivaldi, para eliminar a lacuna de dados científicos.no que respeita às mulheres.

“Quase não há conhecimento sobre os efeitos fisiológicos e psicológicos nas mulheres nesta área de investigação. Este estudo de imersão a seco só com mulheres junta-se às experiências com homens já realizadas na Europa e na Rússia ”, diz Angelique Van Ombergen, responsável pelo departamento de ciências da vida da ESA.

A água cobre a pessoa acima do tórax, as pernas e o tronco ficam imobilizado, cobertos com um lençol de algodão. Apenas os braços e a cabeça permanecem livres.

A água cobre a pessoa acima do tórax, as pernas e o tronco ficam imobilizado, cobertos com um lençol de algodão. Apenas os braços e a cabeça permanecem livres.

ESA

As voluntárias têm os movimentos limitados num ambiente muito contido, vão passar por alterações como mudanças nos fluidos corporais bem como na percepção de seus próprios corpos. Os resultados vão ser importantes para investigar os efeitos prejudiciais dos voos espaciais e também serão úteis no estudo de problemas que surgem em pacientes idosos e imobilizados na Terra.

24 horas por dia durante cinco dias em suspensão na água

A imersão começa quando a água cobre a pessoa acima do tórax, as pernas e o tronco ficam imobilizado, cobertos com um lençol de algodão. Apenas os braços e a cabeça ficam livres.

As voluntárias passam quase todas as 24 horas do dia no tanque de imersão, limitando ao máximo os seus movimentos. Cada dia começa às 7h00 com amostras de urina e sangue e é todo preenchido com protocolos científicos e medições para estudar como o corpo se adapta.

Todas as atividades, do lazer à higiene, são realizadas dentro das restrições de imersão. Apenas um pequeno travesseiro é permitido durante as refeições para facilitar a alimentação. Há um momento de higiente e de outras experiências fora do tanque, mas as voluntárias ficam sempre deitadas de costas e com a cabeça inclinada 6 graus para baixo para minimizar as mudanças de fluidos.

Estudo ajudará astronautas e doentes em Terra

Na ausência de gravidade, os corpos dos astronautas perdem densidade muscular e óssea, a visão muda e os fluidos vão para o cérebro. Uma grande parte da investigação sobre voos espaciais dedica-se a encontrar maneiras de manter os astronautas saudáveis em órbita.

Mas os resultados deste tipo de estudos não beneficiam apenas os astronautas, uma vez que podem ajudar doentes acamados durante muito tempo e idosos em Terra.

ESA

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