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Ucrânia: EUA apoiam Kiev e NATO para combater ciberataques russos

Ucrânia: EUA apoiam Kiev e NATO para combater ciberataques russos

O Presidente russo, Vladimir Putin, quebrou o silêncio para avisar que o Ocidente ignorou as garantias de segurança exigidas por Moscovo.

Os Estados Unidos afirmam esta quarta-feira que a Rússia considera os ciberataques um “elemento principal de projeção da sua força” e asseguram que estão a colaborar com a Ucrânia e com os aliados da NATO para combater essas ameaças.

“Os russos usaram a cibernética como um elemento importante para projetar a sua força na última década, na Ucrânia, na Estónia, na Geórgia”, diz aos jornalistas a conselheira de segurança nacional adjunta da administração de Joe Biden para as tecnologias cibernéticas e emergentes, Anne Neuberger.

Dado o contexto atual em que há um aumento da tensão em torno da Ucrânia “temos de garantir que, como Aliança, como grupo de países, estamos totalmente preparados para potenciais atividades de desestabilização”, prossegue.

Reunião do Conselho do Atlântico Norte

Neuberger representou esta quarta-feira os Estados Unidos no Conselho do Atlântico Norte da NATO, que se reuniu em Bruxelas para abordar as ameaças cibernéticas, e posteriormente viajará para Varsóvia, onde terá contactos com os países da Aliança.

Durante a viagem à Europa, Neuberger também já teve reuniões, por videoconferência, com os seus homólogos francês e alemão.

“O nosso objetivo é que os Estados Unidos e os nossos aliados e parceiros estejam preparados para qualquer contingência cibernética no contexto atual e também para discutir como coordenamos e apoiamos a Ucrânia e mutuamente no caso de estes incidentes ocorrerem”, diz a conselheira norte-americana.

Conversações EUA-Rússia

As conversações diplomáticas entre Washington e Moscovo sobre a crise ucraniana prosseguiram terça-feira com um telefonema entre o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, no qual ambos voltaram a sublinhar as suas diferenças em relação ao quadro de segurança na Europa.

Os Estados Unidos e a NATO responderam na semana passada por escrito às exigências do Kremlin, apostando no diálogo como forma de resolver a atual crise, mas sem renunciar a que antigas repúblicas soviéticas, como a Ucrânia ou a Geórgia, se juntem à Aliança Atlântica, como Moscovo tenta evitar.

Putin quebra o silêncio

O Presidente russo, Vladimir Putin, quebrou o silêncio para avisar que o Ocidente ignorou as garantias de segurança exigidas por Moscovo, que incluem também a cessação da cooperação militar com as antigas repúblicas soviéticas.

O Presidente russo deixou a porta aberta ao diálogo, se as preocupações russas forem tidas em conta, e advertiu que a entrada da Ucrânia na NATO poderia conduzir a uma guerra entre a Rússia e a Aliança Atlântica para o controlo da península da Crimeia.

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