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Ucrânia: “Putin é responsável por criar um clima deliberado de pressão”

14.02.2022 11:02

FILE – In this Jan. 27, 2022, photo, Russian President Vladimir Putin attends a wreath laying commemoration ceremony at the Piskaryovskoye Cemetery where most of the Leningrad Siege victims were buried during World War II, in St. Petersburg, Russia. The White House and U.S officials have threatened Russia with financial sanctions carrying “severe consequences” if Moscow invades Ukraine, but so far plenty of individuals have been prime targets for Western pain. Experts say it’s unlikely the U.S. and its allies would ever agree to something as sweeping as a complete ban on trade with Russia or an embargo. (Alexei Nikolsky, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP, File)

Bruno Cardoso Reis, subdiretor do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE, analisa a crise na Europa.

Bruno Cardoso Reis, subdiretor do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE, diz que o Presidente russo, Vladimir Putin, é o principal responsável pelo clima de tensão que se está a viver entre a Rússia e Ucrânia.  

Na SIC Notícias, fala sobre a visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, a Kiev e Moscovo, e os interesses da Alemanha, um dos maiores parceiros da Rússia na Europa.  

Sobre a possibilidade de um ataque iminente, diz que Putin é o “principal responsável”, não só pelos militares russos concentrados na fronteira, mas também pelas manobras militares. “Há um clima deliberado de criar pressão.” 

Bruno Cardoso Reis fala ainda sobre as possíveis estratégias dos Estados Unidos da América, a ironia de que, caso haja um ataque, a Ucrânia “não tem possibilidade de aderir à NATO a curto prazo” e as “enormes contradições” no discurso de Moscovo.  

As exigências da Rússia

A Rússia nega pretender invadir a Ucrânia, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança.

Essas exigências incluem garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e o regresso das tropas aliadas nos países vizinhos às posições anteriores a 1997.

Os Estados Unidos e os seus aliados da NATO e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) recusam tais exigências.

Esta é considerada a pior crise na Europa desde o fim da Guerra Fria, há três décadas, entre o Ocidente e a então União Soviética.

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