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Juan Carlos regressa a Espanha depois de quase dois anos exilado em Abu Dhabi

18.05.2022 23:00

GRANADA, SPAIN – MAY 28: King Juan Carlos attends the wedding of Lady Charlotte Wellesley and Alejandro Santo Domingo at Illora on May 28, 2016 in Granada, Spain. (Photo by Daniel Perez/Getty Images)

O Rei emérito exilou-se em Abu Dhabi após um escândalo financeiro.

O Rei emérito espanhol, Juan Carlos, chega a Espanha na quinta-feira, para uma estadia até segunda-feira, a primeira desde agosto de 2020, quando se exilou em Abu Dhabi após um escândalo financeiro.

A Casa Real espanhola confirmou esta quarta-feira num comunicado a vinda de Juan Carlos, que na próxima segunda-feira terá um encontro o filho, o Rei Felipe VI, a Rainha Sofia e outros membros da sua família no Palácio da Zarzuela, nos arredores de Madrid.

Juan Carlos vai viajar primeiro para Sanxenxo (noroeste da Galiza) para participar nas regatas de barco à vela, onde ficará na casa do seu amigo Pedro Campos, na segunda-feira irá para Madrid e no mesmo irá regressar a Abu Dhabi, onde, recorde-se, “fixou residência de forma permanente e estável”.

O regresso a Espanha após quase dois anos exilado em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) faz parte do desejo do rei emérito de “viajar frequentemente a Espanha para visitar a família e amigos, e organizar a sua vida pessoal e o seu local de residência em âmbito de caráter privado”, acrescenta o comunicado.

Juan Carlos vive em Abu Dhabi desde agosto de 2020, após um escândalo financeiro relacionado com o suposto recebimento de alegadas comissões milionárias para as obras do comboio de alta velocidade para Meca (Arábia Saudita), entre outros casos, que já foram arquivados pela Justiça espanhola.

No domingo passado, Felipe VI falou com o seu pai por telefone e ambos combinaram encontrar-se em Madrid quando o rei emérito se deslocasse a Espanha.

A Procuradoria Anticorrupção espanhola arquivou a 2 de maio passado os casos que tinha em aberto, um sobre o alegado recebimento de 65 milhões de euros em comissões para a construção do comboio de alta velocidade Medina-Meca, outro sobre alegadas doações não declaradas e um terceiro sobre suspeitas de ter escondido fundos em paraísos fiscais.

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