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Líder da oposição ao regime de Lukashenko cria gabinete de transição

Svetlana Tikhanovskaya, opposition leader of Belarus, stands during a meeting with Minister of State for Culture Grütters on the Berlinale film festival grounds on Museum Island, in Berlin, Germany, Friday, June 11, 2021. (Christoph Soeder/DPA via AP, Pool)
Svetlana Tikhanovskaya, opposition leader of Belarus, stands during a meeting with Minister of State for Culture Grütters on the Berlinale film festival grounds on Museum Island, in Berlin, Germany, Friday, June 11, 2021. (Christoph Soeder/DPA via AP, Pool)
Gabinete Unido de Transição funcionará como o "órgão executivo do movimento democrático" da Bielorrússia.

A líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaia, anunciou, esta terça-feira, a criação de um Gabinete Unido de Transição que funcionará como o "órgão executivo do movimento democrático" da Bielorrússia.

A opositora do regime do Presidente Aleksandr Lukashenko, que anunciou a medida por ocasião do segundo aniversário das eleições presidenciais de 2020, escrutínio que a oposição classificou como fraudulento, apontou que o gabinete já tem quatro representantes.

Assim, Pavel Latushko ficará encarregado da transferência de poder, Valery Kavaleuski com a área dos Negócios Estrangeiros, Alexander Azarau com a pasta Ordem e Justiça e Valeri Sajaschik com a Defesa.

Svetlana Tikhanovskaia salientou que as prioridades do novo gabinete são "mobilizar a ajuda internacional em apoio à Bielorrússia, ajudar a Ucrânia a parar a agressão russa, organizar a resistência e lançar campanhas de informação para combater a propaganda russa".

A opositora, exilada na Lituânia, insiste ainda na importância de libertar todos os presos políticos e convocar eleições "livres" na Bielorrússia, como indicou na sua conta na rede social Twitter, onde também agradeceu à União Europeia (UE), aos Estados Unidos e a outros países o apoio demonstrado no segundo aniversário das eleições e aos fortes protestos que se seguiram ao processo eleitoral e que foram severamente reprimidos.

Bruxelas continua a mostrar "uma política clara" baseada em "apoiar a Bielorrússia e sancionar o regime", referiu.

Em fevereiro passado, a opositora declarou-se "líder nacional" do país depois de acusar Lukashenko de cometer "traição" ao participar na invasão russa da Ucrânia.

O objetivo desta autoproclamação é "proteger a soberania e a independência do país e representá-la nas negociações de segurança regional", como explicou depois de fazer o anúncio.

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