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Rússia critica Israel e condena ataques na Faixa de Gaza

CORRESPONDENTE SIC

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Moscovo pediu ao Governo israelita que controle a ofensiva armada contra os palestinianos.

O confronto armado entre Israel e a Jihad Islâmica terminou ao terceiro dia, com um cessar-fogo ainda considerado "frágil". Os EUA demonstram apoio a Israel e a Rússia veio a público, pela primeira vez em vários anos, lançar críticas e condenar os ataques na Faixa de Gaza. Moscovo pediu ao Governo israelita que controle a ofensiva armada contra os palestinianos. O relato é do correspondente da SIC em Israel, Henrique Cymerman.

O movimento islamista palestiniano, Hamas, encontra-se particularmente ativo na Faixa de Gaza. Porém não esteve envolvido nestes combates e converteu-se numa espécie de mediador para conseguir um cessar-fogo. A considerada organização terrorista pediu ao Governo israelita que ponha fim aos confrontos armados e aumente o número de trabalhadores palestinianos com direito a trabalharem em Israel de 15 mil para 20 mil, o que é entendido como crítico para a economia de Gaza.

O cessar-fogo negociado com a mediação do Egito ajudou a evitar a eclosão de uma "guerra de grande envergadura" e permitiu a prestação de assistência humanitária aos 2,3 milhões de habitantes na Faixa de Gaza.

A Jihad Islâmica acusa o Hamas de traição e de colaborar com Israel.

Pela primeira vez em muitos anos, o primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, enviou uma mensagem destinada diretamente à população de Gaza, recorrendo aos acordos de Abraão para garantir que "cumpriu todos os seus objetivos" para alcançar a paz na região.

Numa reação a estes ataques, deputados da lista conjunta árabe-israelita acusaram o primeiro-ministro israelita de ter desencadeado esta mais recente ofensiva militar na Faixa de Gaza para ganhar votos nas próximas eleições legislativas, previstas para 1 de novembro.

Na Faixa de Gaza, 17 palestinianos, incluindo nove crianças, foram mortos em resultado de rusgas do exército israelita em Jabaliya, Cidade de Gaza e Rafah, segundo o movimento armado palestiniano Hamas, no poder neste enclave sob bloqueio israelita há mais de 15 anos.

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