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Taiwan realiza novos exercícios militares com munição real

Taiwan realiza novos exercícios militares com munição real
Manuel Augusto Moreno
Os exercícios acontecem depois de Pequim ter anunciado que vai fazer patrulhas regulares nas águas nas redondezas da ilha.

Depois das ameaças da China, o exército de Taiwan fez novos exercícios militares com munição real. O porta-voz do Exército diz que as forças dispararam projéteis e sinalizadores, na manhã desta quinta-feira, como parte do treino de defesa.

Os exercícios surgem depois de Pequim ter anunciado que vai fazer patrulhas regulares nas águas nas redondezas da ilha. Taiwan disse esta quinta-feira que detetou 21 aviões e seis navios chineses nas imediações do país.

Exército chinês vai patrulhar "regularmente" as águas em torno de Taiwan

O Exército de Libertação Popular (ELP) "vai organizar patrulhas regulares de combate" nas águas ao redor de Taiwan, anunciou um porta-voz do exército chinês, citado esta quinta-feira pela imprensa estatal.

Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro Leste, disse que os recentes exercícios militares chineses, que incluíram o uso de fogo real e lançamento de mísseis, "atingiram os seus objetivos" e "testaram efetivamente a capacidade de combate" das Forças Armadas chinesas.

Após a visita da líder do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, a Taiwan, Pequim anunciou manobras militares ao redor da ilha, que duraram quase uma semana. Os exercícios, de uma intensidade inédita em várias décadas, incluíram o bloqueio do espaço aéreo e marítimo em seis áreas da costa de Taiwan.

Taipé descreveu as manobras da China como um bloqueio da ilha e uma "irresponsabilidade".Shi Yi explicou que as forças do Comando de Operações do Teatro Oeste "vão proteger resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial" da China.

O porta-voz do ministério da Defesa chinês, Tan Kefei, afirmou que as manobras constituem um "poderoso impedimento às forças separatistas de Taiwan e à interferência estrangeira", e acrescentou que as ações militares chinesas são "necessárias e justificadas para proteger a soberania de Taiwan".

Tan acrescentou que os exercícios militares foram realizados "de acordo com as leis e práticas nacionais e internacionais" e que o "processo de reunificação é imparável".

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