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ONU alarmada com número de crianças palestinianas mortas: "É inadmissível"

ONU alarmada com número de crianças palestinianas mortas: "É inadmissível"
Lefteris Pitarakis
Desde o início de 2022 já morreram 37 crianças no país vítimas dos confrontos militares.

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, declarou-se esta sexta-feira alarmada com o número de crianças palestinianas mortas nos últimos dias e exigiu a responsabilização dos causadores das mortes.

Na semana passada, 19 crianças foram mortas, elevando o total para 37 desde o início do ano. Nas contas do Alto-Comissariado, 17 foram mortas durante as hostilidades em Gaza, entre 5 a 7 de agosto, e duas outras foram mortas em 9 de agosto, durante operações israelitas na Cisjordânia.

"O número de crianças mortas ou feridas este ano é inadmissível", considerou Bachelet, em comunicado.

Em 5 de agosto, os militares israelitas lançaram um ataque à Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, durante o qual os principais chefes militares desta foram mortos, tal como vários combatentes do grupo.

"O custo civil da última escalada em Gaza, de 5 a 7 de agosto, foi pesado", segundo o Alto-Comissariado. Os serviços de Bachelet verificaram que entre os 48 palestinianos mortos, havia pelo menos 22 civis, dos quais 17 crianças e quatro mulheres.

Entre os 360 palestinianos declarados feridos, mais de dois terços eram civis, dos quais 151 crianças, 58 mulheres e 19 idosos.

Os israelitas contrapõem que os mortos palestinianos, entre os quais crianças, foram vítimas de projéteis disparados pela Jihad Islâmica para Israel, mas que caíram por erro no território ocupado.

O Alto-Comissariado acusou também Israel de atingir alvos que eram visivelmente civis. Bachelet acusou ainda grupos armados palestinianos de terem disparado centenas de projéteis durante ataques cegos, causando vítimas civis e destruição material, tanto em Israel como em Gaza.

O Alto-Comissariado solicitou a realização de investigações rápidas, independentes, imparciais, aprofundadas e transparentes a todos os incidentes em que houve mortos e feridos.

"Persiste uma ausência quase total de responsabilização (...), quer se trate das violações do direito internacional humanitário cometidas por todas as partes nas hostilidades em Gaza, ou das violações israelitas recorrentes do direito internacional e dos direitos do homem, além da ocupação da Cisjordânia, incluindo Jerusalém-Leste", disse Bachelet.

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