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Suspeito de ataque a Salman Rushdie declara-se inocente

Suspeito de ataque a Salman Rushdie declara-se inocente
Gene J. Puskar
O procurador acusa-o de ter premeditado e planeado o ataque.

O suspeito do ataque ao escritor britânico Salman Rushdie declarou-se inocente em tribunal depois de ter sido acusado de tentativa de homicídio e agressão, com o procurador a considerar que se tratou de um crime premeditado.

O suspeito apareceu no tribunal vestido com um macacão preto e branco, uma máscara facial branca e algemado.

As autoridades de Nova Iorque acusaram Hadi Matar de tentativa de homicídio e agressão e o juiz ordenou a sua detenção sem caução.

O procurador Jason Schmidt acusou Matar de ter premeditado e planeado o ataque, nomeadamente obtendo um bilhete de entrada antecipado para o evento em que o autor estava a falar e chegando um dia mais cedo com uma identificação falsa.

Este foi um ataque dirigido, não provocado, pré-planeado ao Sr. Rushdie

O defensor público Nathaniel Barone queixou-se de que as autoridades tinham demorado demasiado tempo a levar Matar perante um juiz, deixando-o "algemado a um banco na esquadra da polícia estatal".

"Ele tem o direito constitucional de presunção de inocência", disse Barone, depois de ter apresentado a alegação de inocência das acusações.

Matar, de 24 anos, vive no estado vizinho de Nova Jérsia e ainda é desconhecido o motivo que o levou a agredir o escritor britânico, que se encontra ligado a um ventilador, depois de ter sofrido lesões no fígado, nos nervos de um dos braços e num olho.

Salman Rushdie, 75 anos, incendiou parte do mundo muçulmano com a publicação, em setembro de 1988, do livro "Os Versículos Satânicos", levando o fundador da República Islâmica do Irão, ayatollah Rouhollah Khomeini, a emitir uma "fatwa" (decreto religioso) em 1989 pedindo a sua morte

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