Mundo

"Estamos sob pressão": mulheres afegãs pedem ajuda à comunidade internacional

Loading...

Passou um ano desde que os talibã tomaram o poder no Afeganistão. A pobreza disparou para níveis impressionantes e os direitos das mulheres voltaram a desaparecer.

Os extremistas islâmicos tinham garantido que as raparigas poderiam continuar a ir à escola, mas em março voltaram com a palavra atrás. Dizem agora que o ensino está inacessível ao sexo feminino até que seja elaborado um plano que respeite a lei islâmica.

Kerishma Rasheedi, de 16 anos, estudava para ser jornalista e era uma aluna exemplar, até ao regresso dos talibã a Cabul.

"A educação é um direito humano básico. Eu quero continuar a estudar para poder transmitir as misérias de outras mulheres às autoridades", disse.

Temos tantas preocupações. Nós [mulheres] estamos sob pressão em todos os aspetos: não podemos continuar a nossa educação e, mesmo que eles [Taliban] nos permitam estudar, pressionam-nos a vestir-nos [de uma certa forma].

Para não deixar de estudar, Kerishma inscreveu-se num centro de educação particular para meninas, que os pais podem pagar - algo raro num país onde a esmagadora maioria da população vive na pobreza.

Ainda assim, para poder frequentar estas aulas pagas, Kerishma precisou de uma autorização, também ela paga, do ministério da Justiça.

"A minha mensagem para os Taliban é que reabram as escolas para raparigas o mais depressa possível. Exorto-os a cumprir a sua palavra e peço à comunidade internacional que pressione os Taliban a reabrir as nossas escolas, queremos estudar", continuou Kerishma.

Últimas Notícias
Mais Vistos