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Merkel recebe Prémio da Paz da UNESCO por acolhimento de refugiados

Merkel recebe Prémio da Paz da UNESCO por acolhimento de refugiados
EPA/FILIP SINGER

Enquanto chanceler alemã, Merkel levou a cabo políticas que facilitaram o acolhimento de vários milhares de refugiados.

A antiga chanceler alemã Angela Merkel foi distinguida esta terça-feira com o Prémio da Paz Félix Houphouët-Boigny da UNESCO, em reconhecimento dos seus esforços para acolher refugiados, divulgou a entidade.

"Todos os membros do júri ficaram sensibilizados pela sua corajosa decisão em 2015 de acolher mais de 1,2 milhões de refugiados, nomeadamente da Síria, Iraque, Afeganistão e Eritreia. Este é o legado que ela deixa", afirmou o presidente do júri e prémio Nobel da Paz de 2018, o médico congolês Denis Mukwege.

"O sofrimento é universal, e é por isso que as soluções dadas ao sofrimento devem ser também universais. A construção da paz consiste em abrir as portas àqueles que sofrem. A decisão do júri lembrou-nos que a forma como tratamos os migrantes e os refugiados é uma questão crítica", sublinhou, por sua vez, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

Este ano foi também atribuída uma menção honrosa à ativista de direitos humanos Julienne Lusenge, conhecida pelo seu trabalho no Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, onde denunciou o uso da violação como "arma de guerra" e lutou pelos direitos das mulheres.

Merkel, que foi chanceler da Alemanha entre 2005 e 2021, levou a cabo políticas que, na crise migratória de 2015 na Europa, facilitaram o acolhimento de vários milhares de refugiados, 900 mil dos quais se fixaram no território alemão.

As medidas de Merkel foram fortemente criticadas internamente, especialmente pela extrema-direita alemã.

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