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EUA suspendem 26 voos vindos da China em resposta a decisão de Pequim

EUA suspendem 26 voos vindos da China em resposta a decisão de Pequim
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China suspendeu vários voos de companhias norte-americanas devido à deteção de casos de Covid-19.

Os Estados Unidos suspenderam 26 voos para o país operados por companhias aéreas chinesas, depois de Pequim ter suspendido voos de companhias norte-americanas, devido à deteção de casos de covid-19 a bordo, foi divulgado esta sexta-feira pelos 'media' internacionais.

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos disse, na quinta-feira, que Pequim violou um acordo sobre viagens aéreas e tratou as companhias aéreas de forma injusta. Os voos para a China estão sujeitos à política do "circuit breaker" ('interruptor', em português): quando são detetados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por uma semana. Caso sejam identificados dez ou mais casos, a ligação é suspensa por duas semanas.

Os reguladores norte-americanos suspenderam voos operados pelas companhias aéreas chinesas Air China, China Eastern Airlines, China Southern Airlines e Xiamen Airlines, de acordo com o Departamento de Transportes. A mesma fonte apontou que o número de voos suspensos é o mesmo que as ligações aéreas canceladas da United Airlines, American Airlines e Delta Air Lines, ao abrigo do sistema "circuit-breaker". A China mantém uma estratégia de 'zero casos' de covid-19, assumida como um triunfo político pelo secretário-geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping.

A estratégia inclui o bloqueio de cidades inteiras e a realização de testes em massa, sempre que são detetados casos da doença, e fortes restrições fronteiriças. Quem chega ao país tem que cumprir uma quarentena de pelo menos sete dias em instalações designadas pelas autoridades.

O departamento governamental norte-americano disse que as companhias aéreas enfrentam "culpabilidade indevida", já que os passageiros apresentam resultados negativos nos testes antes do embarque, mas testam positivo após chegarem à China. As medidas da China são "baseadas em circunstâncias totalmente fora do controlo das transportadoras", lê-se no comunicado da entidade governamental. "Reservamos o direito de tomar medidas adicionais" se Pequim impuser "mais medidas" semelhantes, apontou ainda.

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