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Líderes da Índia, Rússia e China em cimeira regional presencial no Uzebequistão

Líderes da Índia, Rússia e China em cimeira regional presencial no Uzebequistão
Mikhail Svetlov
A Índia, tal como a China, recusou condenar a invasão da Ucrânia e aumentou as suas compras de petróleo à Rússia.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, participará numa cimeira regional na próxima semana no Uzebequistão que, segundo Moscovo, incluirá conversações presenciais entre o Oresidente russo, Vladimir Putin, e o Presidente chinês, Xi Jinping.

A reunião dos Estados membros da Organização de Cooperação de Xangai, que pretende ser um contrapeso à influência ocidental e que inclui, além da China, Rússia e Índia, quatro países da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Tajiquistão) e Paquistão, está agendada para 15 e 16 de setembro em Samarkand, no sudeste do Uzbequistão.

Na quarta-feira, o embaixador da Rússia em Pequim disse que Putin e Xi se reuniriam na cimeira.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês não o confirmou imediatamente, e o porta-voz disse, na habitual conferência de imprensa, que não havia "qualquer informação a dar" sobre o assunto, de acordo com a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

Xi Jinping não deixou o seu país desde uma visita de estado à Birmânia, em janeiro de 2020, logo no início da pandemia de covid-19.

Na sua declaração, o Governo indiano não disse se Modi iria manter conversações bilaterais com Putin, Xi ou com Shehbaz Sharif, no que seria o primeiro encontro entre ambos desde a tomada de posse do líder paquistanês, em abril.

A Índia, tal como a China, recusou-se a condenar a invasão da Ucrânia e aumentou as suas compras de petróleo à Rússia.

As relações entre a Índia e a China têm estado geladas desde os combates de 2020 na sua disputada fronteira dos Himalaias, deixando pelo menos 20 soldados indianos e quatro soldados chineses mortos.

De acordo com a AFP, Modi e Xi Jinping não têm mantido conversações bilaterais desde 2019.

A Índia também faz parte do "Quad", com os EUA, Japão e Austrália, um agrupamento visto como um contrapeso à China.

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