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Marcelo reafirma "compromisso total" de Portugal com a NATO

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República
ANTÓNIO COTRIM
O Presidente da República assinou o tratado de adesão da Suécia e da Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte.

O Presidente da República reafirmou esta terça-feira o "compromisso total" de Portugal na NATO, assegurando que o país irá cumprir as resoluções da Aliança "onde e quando for preciso", sem "estados de espírito ou desculpas".

"Em nome do povo português, eu reafirmo o compromisso total de Portugal enquanto membro da NATO, enquanto fundador da NATO, onde e quando for preciso", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no Comando Aéreo da Força Aérea, em Monsanto (Lisboa), num discurso em inglês no âmbito da cerimónia comemorativa do 20.º aniversário do Centro Conjunto de Análise e Lições Aprendidas (JALLC, na sigla em inglês) da NATO, sediado naquele complexo.

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Nesta cerimónia -- em que também marcou presença a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras --, o chefe de Estado garantiu que Portugal mantém os seus compromissos na ajuda ao "corajoso povo ucraniano", mas também "nos Países Bálticos, na Roménia, no Oceano Atlântico, no mar Mediterrâneo, na melhoria da informação, em ações de prevenção de ciberataque, em análise geoestratégica".

"Nós estivemos, estamos e estaremos sempre preparados para cumprir [os compromissos da NATO] , sem estados de espírito ou desculpas, até ao limite das nossas capacidades", reiterou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República sublinhou que foi precisamente devido a esse compromisso que Portugal foi "um dos últimos -- senão o último [país] -- a deixar o Afeganistão", recordando ainda que o próprio foi "o último chefe de Estado a estar em Cabul, mesmo antes do início da pandemia, no final de 2019".

"Permanecemos prontos e firmes, com os nossos soldados, nos campos de batalha mais difíceis, em todos os continentes, mas sobretudo na Europa", frisou.

Abordando os 20 anos do JALLC, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que foram "20 anos de sucesso" e de "trabalho pela paz, liberdade, direitos humanos e democracia".

"Estes 20 anos celebram-se numa altura de guerra na Europa, uma guerra que não é apenas europeias, é global, porque os valores que estão em causa são globais, porque a lei internacional -- que foi violada pela Federação Russa na Ucrânia -- é global", realçou.

O Presidente indicou assim que é "precisamente por isso que, nas últimas décadas, mais do que nunca", a NATO se tornou "muito mais do que uma Aliança de Estados ou uma Aliança de povos".

"A NATO é uma garantia crucial de paz, segurança e respeito pela Carta das Nações, [é uma garantia] de liberdade e de dignidade humana", disse.

Pouco antes de descerrar uma placa junto de uma oliveira para assinalar o 20.º aniversário do JALLC, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que a placa em questão "retrata o tempo de vida do JALLC, mas simboliza também os últimos 20 anos de paz e amizade entre os países da Aliança".

"É um período difícil e os desafios são enormes. No entanto, eu acredito na paz e na amizade, eu acredito que os nossos valores são duradouros e que a Aliança, tal como a oliveira, irá sempre perdurar e florescer", perspetivou.

Dirigindo-se ao Comandante Supremo do Comando Aliado da Transformação da NATO, o general Philippe Lavigne, que marcou presença na cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa desejou-lhe as "boas-vindas" a Portugal.

"Você está num país fiável, amigável e caloroso, que partilha os valores que distinguem a democracia da ditadura, a liberdade da opressão, a paz da guerra", referiu.

Intervindo antes de Marcelo Rebelo de Sousa, o general Philippe Lavigne lembrou que "Portugal foi um dos 12 países fundadores da NATO, em 1949", o que tornou "lógico" que o país "se tenha tornado na casa de várias entidades da NATO ao longo dos anos", elencando os casos do JALLC, da Academia de Comunicações e Informação da Aliança ou da STRIKFORNATO.

"Também não é surpreendente que Lisboa tenha sido o sítio em que o nosso anterior Conceito Estratégico (...) foi adotado, na cimeira de 2010. Mais recentemente, Portugal foi escolhido para acolher dois centros de inovação da NATO, no âmbito do Acelerador de Inovação da NATO, chamado DIANA", recordou.

Lavigne afirmou que "a inovação é chave para a NATO -- para resolver problemas rapidamente e de maneira eficaz --, mas o espírito de inovação é ainda mais importante".

"Portugal, por exemplo, está a organizar com a NATO dois exercícios marítimos, que se focam em integrar mais de 100 sistemas não tripulados em operações marítimas. Mais uma vez, Portugal mostra o seu compromisso para uma Aliança moderna, e a sua determinação para preservar o seu lugar e assumir as suas responsabilidades", afirmou.

Dirigindo-se assim a Marcelo Rebelo de Sousa, o general expressou a "gratidão sincera, em nome da NATO" pelo apoio de Portugal à Aliança e pela "hospitalidade lendária do seu povo".

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