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Pela primeira vez desde a II Guerra, Itália pode vir a ter líder da extrema-direita

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Sondagens apontam vitória de Giorgia Meloni.

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, o próximo líder do Governo italiano pode vir da extrema-direita. As últimas sondagens antecipam que o partido de Giorgia Meloni será o mais votado nas eleições do próximo domingo.

Giorgia Meloni tinha 31 anos quando, em 2008, assumiu a pasta da Juventude no Governo de Berlusconi e se tornou a mais jovem ministra de sempre em Itália. A entrada na política aconteceu na adolescência, quando se juntou a um partido com origem no movimento neo-fascista.

Em 2012, lançou a maior cartada da carreira política ao ajudar a fundar o “Irmãos de Itália”. O partido nacionalista e conservador tem como lema “Deus, Pátria e Família”.

No caminho às eleições, fez campanha pela descida de impostos, pelo combate à imigração islâmica e contra os direitos LGBT.

Em segundo lugar nas sondagens está o Partido Democrático de Enrico Letta. Moderado e pró-europeu, o líder de centro-esquerda quer voltar ao cargo que ocupou em 2013 durante 10 meses. Promete aumentar o salário mínimo e apostar nas energias renováveis, investir na educação e legalizar o casamento homossexual.

Já o movimento populista e eurocético 5 Estrelas, que há quatro anos venceu as eleições, surge agora em terceiro lugar nas sondagens.

Se as projeções se confirmarem, Giorgia Meloni será a primeira mulher chefe de um Executivo em Itália e a primeira desde a Segunda Guerra Mundial com origens na extrema-direita. Deverá governar com o apoio da Liga de Matteo Salvini e do Forza Italia de Silvio Berlusconi, que, aos 85 anos, se candidata agora a um lugar no Senado.

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