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Giorgia Meloni aguarda decisão, mas diz estar pronta para ser primeira-ministra de Itália

Giorgia Meloni aguarda decisão, mas diz estar pronta para ser primeira-ministra de Itália
Alessandra Tarantino

Líder do partido de extrema-direita Irmãos de Itália e vencedora das eleições legislativas deverá ser esta sexta-feira oficialmente convidada a formar Governo.

A líder do partido de extrema-direita Irmãos de Itália e vencedora das eleições legislativas, Giorgia Meloni, afirmou esta sexta-feira estar pronta para formar Governo, referindo estar só à espera da decisão do Presidente para avançar.

"Estamos a aguardar a decisão do Presidente da República e já estamos prontos, queremos avançar o mais rapidamente possível", afirmou, defendendo que este é um "momento importante para a nação".

Meloni deverá ser esta sexta-feira oficialmente convidada a formar Governo como primeira-ministra, tornando-se a primeira mulher a ocupar esse cargo na Itália.

Meloni, de 45 anos, conversou esta sexta-feira de manhã com o Presidente da República, Sergio Mattarella, no âmbito das consultas que antecedem a nomeação de um Governo, onde compareceu em conjunto com os seus aliados de coligação Matteo Salvini, o líder populista do partido Liga, e Silvio Berlusconi, do Força Itália.

As consultas, que começaram na quinta-feira, terminaram por volta do meio-dia local (11:00 em Lisboa), levando à nomeação de Meloni como chefe do próximo executivo, já que a coligação que lidera obteve maioria absoluta tanto na Câmara dos Deputados como no Senado.

Numa altura em que a terceira maior economia da zona euro enfrenta, tal como os seus vizinhos, uma situação económica difícil devido à crise energética e à inflação, a sua tarefa promete ser difícil, sobretudo porque terá de garantir a unidade da sua coligação, que já começou a apresentar fraturas.

Salvini e Berlusconi - que chegaram separadamente às reuniões desta sexta-feira, acompanhados das respetivas delegações - têm mostrado alguma relutância em aceitar a liderança de Giorgia Meloni, cujo partido obteve 26 por cento dos votos nas eleições de 25 de setembro, contra apenas 8% do Força Itália e 9% do Liga.

Discussões passaram pela distribuição de cargos

As discussões passaram, esta semana, pela distribuição de cargos no Parlamento e dentro do futuro Governo, além de posições sobre a política externa Meloni, uma atlanticista favorável à Ucrânia contra a Rússia, teve que enfrentar comentários controversos de Berlusconi, que afirmou ter-se "reaproximado" do Presidente russo, Vladimir Putin, culpando Kiev pela guerra.

A futura primeira-ministra sentiu-se compelida a corrigir a situação na quarta-feira, garantindo que a Itália é "parte, em pleno e de cabeça erguida", da Europa e da NATO.

A composição do seu Governo também deve refletir esse desejo de tranquilizar os parceiros.

O ex-presidente do Parlamento Europeu Antonio Tajani, membro do Força Itália, é o favorito para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, enquanto Giancarlo Giorgetti, representante da ala moderada do Liga e ministro do Governo de Mario Draghi, deverá ficar com a pasta da Economia.

Meloni e os seus ministros poderão prestar juramento ainda neste fim de semana.

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