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Apoio à Ucrânia e "desafios colocados pela China" em discussão na NATO

Apoio à Ucrânia e "desafios colocados pela China" em discussão na NATO

Ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se esta terça-feira e quarta-feira em Bucareste, capital da Roménia.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO iniciam esta terça-feira o primeiro de dois dias de reunião, em Bucareste, capital da Roménia, na qual deverão acordar formas de aumentar o apoio à Ucrânia e analisar "os desafios colocados pela China".

Esta reunião do Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão política da NATO, que vai juntar ministros dos Negócios Estrangeiros no Palácio do Parlamento, vai contar com a presença do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, para debater as necessidades mais urgentes do país e o apoio da NATO a longo prazo.

No centro da agenda do encontro - no qual vai participar o chefe da diplomacia portuguesa, João Gomes Cravinho, - estará o conflito na Ucrânia, numa altura em que a Federação Russa tem aproveitado a chegada do inverno para aumentar a sua ofensiva.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, já antecipou que a Aliança "não vai recuar" e prometeu apoio às autoridades ucranianas durante "o tempo que for necessário", reconhecendo um "início horrível do inverno" naquele país. Stoltenberg espera que os ministros dos Negócios Estrangeiros concordem em aumentar o apoio "não letal".

Quanto à China, o secretário-geral da NATO sublinhou que esta potência "não é um adversário" mas "está a intensificar a modernização militar, aumentando a sua presença, do Ártico aos Balcãs Ocidentais, do espaço para o ciberespaço, e procurando controlar as infraestruturas críticas dos aliados da NATO".

Stoltenberg alertou para o facto de a guerra na Ucrânia ter demonstrado "a perigosa dependência" face ao gás russo e quer os Aliados a avaliar as suas dependências "de outros regimes autoritários, principalmente da China".

Foram também convidados a participar nos trabalhos os ministros dos Negócios Estrangeiros da Finlândia e da Suécia, dois países que em maio deste ano apresentaram uma proposta conjunta para aderir à NATO, abandonando décadas de não-alinhamento militar, mas cujo processo ainda não está finalizado, faltando a ratificação da Turquia e Hungria.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Bósnia-Herzegovina, Geórgia e Moldávia também vão estar presentes e o secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Antony Blinken.

A reunião decorre na Roménia, país fronteiriço com a Ucrânia, onde Portugal tem presença militar, no âmbito da NATO.

Em outubro, partiram para a Roménia 166 militares portugueses (a 2ª Força Nacional Destacada) para participar nas "enhanced Vigilance Activities" da NATO, que têm como objetivo contribuir para o esforço de dissuasão e defesa da Aliança no seu flanco sudeste.

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