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Greve geral em França paralisa escolas, transportes e hospitais

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Na origem da contestação está o projeto de lei de Macron para subir a idade da reforma dos 62 para os 64 anos de idade a partir de 1 de setembro de 2030.

A greve geral em paralisou escolas, transportes e hospitais esta quinta-feira em França. Mais de um milhão de manifestantes protestaram nas ruas francesas. O plano do Governo de aumentar a idade da reforma para dos 62 para os 64 anos tem motivado as manifestações.

A violência e a repressão policial sobre um grupo de manifestantes mais radicais marcaram o início do desfile em Paris. As autoridades e os próprios organizadores da manifestação falam em infiltrados no dia de maior contestação social dos últimos anos.Mas, na capital francesa, acabou por ser pacífico o protesto entre a Praça da República e a Bastilha.

Por toda a França, em raro sinal de união, as oito maiores centrais sindicais informaram que duzentas manifestações se realizaram nas maiores cidades do país. Por isso, dão como cumprido o objetivo de levar às ruas mais de um milhão de franceses contra a anunciada reforma do sistema de pensões.

Em Espanha, onde participou esta quinta-feira na cimeira franco-espanhola, Emmanuel Macron voltou a invocar argumentos económicos e de sustentabilidade para criar um modelo único e universal e travar o défice da segurança social já superior a 3 mil milhões de euros.

O plano Macron estipula a nova idade mínima da reforma só a partir de 1 de setembro de 2030.

O diploma será aprovado em Conselho de Ministros já a 23 de janeiro, e depois enviado para discussão e aprovação ao parlamento francês.

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