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Ajuda humanitária começa a chegar à Amazónia

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No Brasil já começou a distribuição de alimentos e a operação de ajuda humanitária aos Yanomami. O Presidente Lula da Silva declarou estado de emergência sanitária na maior reserva indígena brasileira.

Os helicópteros da Força Aérea brasileira já começaram a distribuir ajuda humanitária em Roraima. Na maior reserva indígena brasileira, que tem a área de Portugal continental, há milhares de pessoas em risco.

A chegada dos técnicos de saúde às áreas remotas é também considerada complexa. Depois de helitransportada, a equipa médica é obrigada a andar muitos quilómetros a pé até às povoações ameaçadas dos Yanomami.

Desde o lançamento a operação humanitária foram já localizadas e internadas dezenas de crianças doentes ou em risco. Há muitos casos diagnosticados de malnutrição, paludismo, pneumonia e diarreia, que são doenças facilmente tratáveis, mas que fizeram milhares de vítimas nos últimos anos.

A situação agravou-se durante a presidência de Jair Bolsonaro e com a chegada de 20.000 garimpeiros ilegais à região. A invasão provocou a devastação ambiental, o desmatamento, a fuga da caça, a contaminação da água e dos peixes com mercúrio, que destruíram o modo de vida tradicional dos Yanomami.

O fim do garimpo ilegal, considerada a maior ameaça aos Yanomami, foi já prometida por Lula da Silva em visita a Roraima no fim de semana. Na Amazónia,
e cumprindo outra promessa eleitoral, o Presidente brasileiro ordenou também nos últimos dias as primeiras operações para travar a desflorestação ilegal da maior floresta tropical do mundo.

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