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Polícia norte-americana procura respostas sobre desaparecimento de portuguesa há 35 anos

Clotilde Arruda Tremblay, nascida na ilha de São Miguel, nos Açores, foi vista pela última vez na cidade de Fall River em 1988. O marido alegou que a mulher fugiu, mas a família tem outra versão.

Clotilde “Claudette” Arruda Tremblay, desaparecida em Fall River, em 1988.
Clotilde “Claudette” Arruda Tremblay, desaparecida em Fall River, em 1988.
Reprodução/BRISTOL COUNTY DISTRICT ATTORNEY'S OFFICE

As autoridades norte-americanas estão a investigar o desaparecimento de Clotilde Arruda Tremblay, uma portuguesa que vivia nos Estados Unidos da América na década de 80, que desapareceu sem deixar rasto há 35 anos.

Claudette-nome por que era conhecida- nasceu na ilha de São Miguel, nos Açores, antes de partir para a cidade de Fall River, no condado de Bristol, estado norte-americano de Massachussets.

Há data do desaparecimento, que remonta a 1988, a portuguesa tinha 33 anos, era casada e tinha uma filha de oito anos.

Caso é “considerado suspeito”

Agora, mais de três décadas depois de ter sido vista pela última vez, a polícia local voltou a investigar o desaparecimento de Clotilde, que é “considerado suspeito”, escreve o jornal The Herald News que cita a Procuradoria do condado de Bristol.

As autoridades encarregues das diligências apelam à população de Fall River que partilhe informações acerca da cidadã que possam ser relevantes.

A versão do marido

O procurador do condado de Bristol explica que Robert Tremblay-marido da portuguesa na época- alegou que Clotilde fugiu de casa com outro homem. No entanto, o marido da cidadã lusa nunca comunicou o desaparecimento às autoridades locais,

“Uma mãe inseparável da filha”

Por outro lado, a família de Claudette sempre declinou as alegações do marido, descrevendo-a como uma pessoa “extremamente próxima da sua filha”, disse a Procuradoria.

Segundo a mesma entidade, uma vizinha da família, caracteriza a mulher como “uma mãe amorosa que era inseparável da filha”.

Por estes motivos, tanto a família como a vizinha acreditam que algo aconteceu a Clotilde, em 1988.