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Instrutora de fitness de 102 anos põe residentes de lar a mexer

A ideia surgiu durante o confinamento e tornou-se um hábito. Quatro vezes por semana, Jean Bailey prepara uma aula para os residentes do lar onde vive. O objetivo é que “se mexam”.

Instrutora de fitness de 102 anos põe residentes de lar a mexer
Elk Ridge Village Senior Living

Aos 102 anos, Jean Bailey é a instrutora de fitness da residência sénior de Elk Ridge Village, no estado norte-americano do Nebrasca, e põe toda a gente a mexer. As aulas começaram durante a pandemia e, entretanto, tornaram-se um hábito.

As aulas de fitness de Bailey tornaram-se um sucesso. Quatro vezes por semana, a instrutora realiza uma série de exercícios para entre 10 e 12 residentes do lar. Juntos fazem alongamentos, esticam os pés e os braços e - o mais importante - mantêm-se ativos.

“Começa-se com o queixo no peito, depois acabamos a fazer círculos com a cabeça e vamos para os braços e para as pernas e para as costas", explica a instrutora numa entrevista ao programa “Good Morning América”. “Todos [os exercícios] são muito bons, especialmente os movimentos dos joelhos e das ancas e assim. É muito importante mater o movimento completo dessas zonas para continuarmos a andar."

A ideia de começar uma aula de fitness surgiu durante o confinamento. “Nós não podíamos sair, então fomos para o chão, começámos [a fazer exercício] e simplesmente tornou-se um hábito”, conta Jean Bailey.

Para a instrutora, o mais importante é manter a atividade física, mesmo que a técnica não seja efetuada na perfeição. Bailey sabe que alguns dos “alunos” têm limitações - associadas à idade ou a condições de saúde - mas tenta manter a motivação.

“Não têm de começar a fazer tudo muito rigoroso. Nós temos uma rapariga que teve um AVC e há um que tem artrite e eu só lhes digo: não quero saber o que eles fazem, mas mexam-se”, conta.

Jean Bailey chegou à residência sénio Elk Ridge Village há 14 anos e é uma das pessoas mais acarinhadas na instituição. Sean Tran, diretor de operações da instituição, afirma que a idosa “é muito acolhedora para todos” e mantém sempre “uma postura muito positiva”.

“Ela participa em praticamente todas as atividades que nós temos aqui. Toda a gente a conhece e sabe quem ela é. E não se consegue evitar querer conviver e passar tempo com ela. Ela é a mais doce”, acrescenta.