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Marla ou Carroll? Trump confunde mulher que o acusa de violação

Marla ou Carroll? Trump confunde mulher que o acusa de violação
RUSSELL CHEYNE

Ao ver uma fotografia onde aparecia junto de E. Jean Carroll, Trump afirma que se trata da sua segunda mulher, Marla Maples. Esta confusão pode pôr em causa um dos principais argumentos de defesa do ex-Presidente.

Donald Trump confundiu E. Jean Carroll - que acusa o magnata de violação - com a ex-mulher Marla Maples numa fotografia que lhe foi mostrada. Esta confusão poderá colocar em causa o argumento do ex-Presidente de que a antiga colunista da revista Elle não é “o tipo” dele.

Quando Trump viu uma fotografia, a preto e branco, onde o magnata surge a falar com várias pessoas, num evento, o antigo Presidente afirmou que quem aparece na foto é Marla Maples, a sua segunda esposa.

“É a Marla”, afirma Trump. O seu advogado corrige-o dizendo: “Não, esta é Carroll.”

Esta confusão pode colocar em causa um dos principais argumentos de defesa usados por Trump para negar a acusação de violação. Desde que o caso foi tornado público, em 2019, que o magnata tem afirmado que a antiga colunista “não é o tipo” dele.

JANE ROSENBERG

O depoimento em vídeo foi conduzido por Roberta Kaplan, uma das advogadas de Carroll, no passado mês de outubro, e transmitido durante o julgamento em curso.

Trump não participou em nenhuma das sessões do julgamento e não está previsto que venha a depor. No entanto, segundo cita a Sky News – parceira da SIC Notícias – o magnata irá antecipar a sua viagem de golfe para estar presente no tribunal.

“Provavelmente irei estar presente [no tribunal] e penso que é uma desgraça deixarem isto acontecer, acusações falsas contra um homem rico, ou no meu caso contra uma pessoa famosa, rica e da política”, disse Trump.

E. Jean Carroll acusa Donald Trump de a ter atacado e violado numa loja de Manhattan, Nova Iorque, na década de 1990. Acusa-o ainda de destruir a sua reputação ao mentir sobre a violação online.

O antigo Presidente nega todas as acusações e afirma que o processo judicial tem motivações políticas. Afirma que se a violação tivesse realmente acontecido, esta teria “sido denunciada em minutos”. Chegou mesmo a negar conhecer Carroll.

A antiga colunista testemunhou perante o júri, afirmando que a alegada violação a deixou “incapaz de ter uma vida romântica novamente”. Foram ainda ouvidas três amigas de Carroll. Por outro lado, a defesa não apresentou qualquer testemunha.

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