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Primeiro-ministro do Kosovo acusa grupos sérvios de extrema-direita de violência

Na origem da violência está a eleição de autarcas de origem albanesa numa votação boicotada pela população sérvia.

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No norte do Kosovo, as tropas da NATO reforçaram a segurança nos municípios de maioria sérvia e outros 700 soldados serão destacada para este país balcânico. É a resposta à escalada de tensão e aos confrontos dos últimos dias que provocaram dezenas de feridos.

Em Zvecan e Leposavic e nos outros dois municípios de maioria sérvia do norte do Kosovo, haverá nas próximas semanas mais 700 soldados para reforçar KFOR, a força de manutenção de paz da NATO destacada no país há 24 anos.

A decisão é a resposta aos confrontos dos últimos dias que provocaram dezenas de feridos, entre militares estrangeiros e manifestantes.

Na origem da violência está a eleição de autarcas de origem albanesa numa votação boicotada pela população sérvia.

O Governo de Belgrado reagiu de imediato e colocou as tropas em estado de prontidão. Junto à fronteira da antiga província, as forças foram visitadas esta quarta-feira pelo ministro sérvio da Defesa.

Por outro lado, o primeiro-ministro kosovar acusa grupos sérvios de extrema-direita pelos incidentes.

"Enquanto houver uma multidão violenta lá fora a ameaçar atacar, que faz graffiti com a letra Z a mostrar admiração pelo déspota Presidente Putin e pela agressão militar russa e invasão da Ucrânia, e sendo que alguns são polícias ou guardas na Sérvia, precisamos de ter as nossas unidades especiais nos edifícios municipais", considera Albin Kurti.