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Casa Branca evita comentar ideologia da primeira-ministra italiana

Itália é um importante aliado da NATO para os Estados Unidos. Biden recebe Meloni na Casa Branca esta quinta-feira para fortalecer os laços,

Casa Branca evita comentar ideologia da primeira-ministra italiana
GLEB GARANICH/Reuters

A presidência norte-americana recusou esta quarta-feira comentar a ideologia da primeira-ministra italiana, na véspera da visita de Giorgia Meloni a Washington, sublinhando a proximidade de ideias com o chefe de Estado Joe Biden sobre política externa.

"O povo italiano é quem decide qual o governo que quer. É uma democracia e o Presidente respeita-a", destacou o porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, John Kirby, após ser questionado numa conferência de imprensa sobre as divergências ideológicas de ambos os líderes.

Biden "gostou de poder trabalhar com ela numa ampla gama de questões de política externa", acrescentou Kirby, lembrando que Itália é um importante aliado da NATO para os Estados Unidos.

John Kirby sublinhou ainda que o governo italiano, chefiado pela líder da extrema-direita, tem dado "um grande apoio à Ucrânia" desde o início da invasão russa, visto ter acolhido 170 mil ucranianos em seu território e fornecido "milhões de dólares" para que Kiev se possa defender.

"Há muitos assuntos sobre os quais o presidente espera conversar com a primeira-ministra. Além disso, houve um grande alinhamento em muitas questões de política externa", frisou o porta-voz.

Biden recebe Meloni na Casa Branca esta quinta-feira para fortalecer os laços, abordar a ajuda à Ucrânia, a rivalidade com a China e a próxima presidência do G7 da Itália.

Meloni está sob pressão para retirar a Itália do programa chinês conhecido como 'Novas Rotas da Seda', que visa, através de investimentos faraónicos, desenvolver infraestrutura terrestre e marítima para promover a ligação entre China o resto da Ásia e do mundo, em particular Europa e África.

"Certamente que falarão sobre preocupações, perspetivas e desafios partilhados" em relação à China, explicou ainda John Kirby sem confirmar que o programa chinês será tema de conversa.