UE apela a "corredores" e "pausas" para fins humanitários. EUA enviam 900 militares para o Médio Oriente
Virginia Mayo

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UE apela a "corredores" e "pausas" para fins humanitários. EUA enviam 900 militares para o Médio Oriente

Ao dia 20 do conflito, os líderes europeus apelam a "corredores humanitários" e "pausas" nos bombardeamentos para fins humanitários. O embaixador israelita na ONU mostrou-se indisponível para acolher a ideia de um cessar-fogo e rejeitou a acusação de que Israel esteja a atuar em Gaza em desrespeito pela vida de civis. Já os EUA anunciaram a mobilização de 900 militares para o Médio Oriente.

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UE apela a "corredores" e "pausas" para fins humanitários. EUA enviam 900 militares para o Médio Oriente

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UE vai organizar em breve conferência para a paz no Médio Oriente

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Lusa

A União Europeia (UE) vai organizar uma conferência para a paz no Médio Oriente "a realizar-se em breve", anunciou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, no final do primeiro dia de cimeira.

"Conversámos muito sobre o nosso compromisso de uma solução de dois Estados. Durante a reunião decidimos acordar o desejo europeu de organizar uma conferência europeia da paz, a realizar-se em breve [...] , queremos reafirmar a nossa unidade para enviar uma mensagem aos nossos cidadãos e ao resto do mundo, baseada nos nossos valores, nos tratados e valores fundamentais", disse Charles Michel, em conferência de imprensa conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas.

O presidente do Conselho Europeu acrescentou que os 27 concordaram na necessidade de "combater a islamofobia e qualquer tipo de discriminação".

Israel mostra armas do Hamas alegadamente fabricadas no Irão e Coreia do Norte

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Lusa

O exército israelita mostrou a alguns jornalistas armas usadas pelos comandos do Hamas no ataque de 7 de outubro contra Israel, algumas das quais, disseram, terão sido fornecidas pela Coreia do Norte e pelo Irão.

A exposição de algumas dezenas de armas, entra as quais minas, lança-rockets, obuses e até drones de fabrico artesanal, apreendidas nos locais dos ataques do Hamas, foi feita durante uma visita a uma instalação militar que não pode ser revelada.

"Penso que entre 5% e 10% destas armas foram fabricadas pelo Irão e 10% são norte-coreanas. O resto foi fabricado na Faixa de Gaza", afirmou um responsável do exército israelita, cuja identidade não pode ser revelada, de acordo com a France-Press.

Costa salienta acordo sobre importância de criar condições para "pausas humanitárias"

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Lusa

O primeiro-ministro salientou que o Conselho Europeu chegou a acordo sobre a "importância de criar condições de acesso humanitário" para a Faixa de Gaza, com corredores e "pausas humanitárias", depois de divergências sobre a terminologia.

“Concordámos que Israel tem o direito de se defender em linha com o direito humanitário internacional. Houve acordo sobre a importância de criar condições de acesso humanitário a Gaza, através de corredores e pausas humanitárias”.

O primeiro-ministro português acrescentou que os líderes europeus apoiam "a necessidade de proteger todos os civis e de prosseguir iniciativas diplomáticas" na região.

Estados Unidos mobilizam 900 militares para o Médio Oriente

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Lusa

900 militares norte-americanos foram mobilizados para o Médio Oriente com a missão de evitar uma escalada regional do conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas, informou o Pentágono.

O porta-voz do Pentágono, Pat Ryder, afirmou em conferência de imprensa que nenhum membro desse contingente tem como destino Israel.

Os 900 militares já foram destacados ou estão em vias de o fazer na área de operação do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) que opera no Médio Oriente, Ásia Central e partes do sul da Ásia.

"Posso confirmar que eles não vão para Israel. O seu objetivo é apoiar os esforços regionais de dissuasão e fortalecer ainda mais as capacidades de proteção das forças dos Estados Unidos", explicou o porta-voz, acrescentando que o efetivo irá variar em função das necessidades da situação.

Famílias dos reféns sobem o tom contra Governo de Netanyahu

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Lusa

As famílias dos reféns em cativeiro na Faixa de Gaza avisaram em Telavive que chegaram "ao limite da paciência" e exigiram ser recebidos pelo Governo israelita, chefiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, esta noite.

“Esgotou-se a paciência, a partir de agora vamos lutar”.

224 pessoas, segundo o Exército israelita, foram raptadas a 7 de outubro pelo Hamas.

"Há 20 dias que o Governo está em silêncio, estamos a fazer tudo sozinhos", lamentou Eyal Sheni, pai de Roni Sheni, um soldado de 19 anos que se desconhece se foi feito refém ou está desaparecido.

"Só vos peço uma coisa: mexam esses traseiros, ajudem-nos e assumam as vossas responsabilidades", acrescentou.