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Membros do Hamas juntam-se à família Mandela no 10.º aniversário da morte do líder

Representantes do movimento islamita palestiniano Hamas participaram esta terça-feira numa homenagem ao ex-Presidente Nelson Mandela junto à Presidência da República da África do Sul, em Pretória, noticiou a imprensa sul-africana.

A bandeira sul-africana hasteada atrás da estátua de Nelson Mandela à entrada do Centro Correcional Groot Drakenstein, onde Mandela esteve preso nos últimos anos antes de ser libertado.
A bandeira sul-africana hasteada atrás da estátua de Nelson Mandela à entrada do Centro Correcional Groot Drakenstein, onde Mandela esteve preso nos últimos anos antes de ser libertado.
ESA ALEXANDER

Representantes do movimento islamita palestiniano Hamas participaram esta terça-feira numa homenagem ao ex-Presidente Nelson Mandela junto à Presidência da República da África do Sul, em Pretória, noticiou a imprensa sul-africana.

Altos funcionários do Hamas juntaram-se à família de Nelson Mandela para assinalar o 10.º aniversário da sua morte e chamar a atenção para o conflito em Gaza, segundo o portal News24.

A família do ativista anti-apartheid e líder histórico do ANC depositou uma coroa de flores junto à sua estátua à frente do Union Buildings, sede do governo em Pretória, a capital do país.

Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela, esteve também presente depois de participar numa marcha de solidariedade pró-Palestina junto ao memso edifício, referiu por seu lado o jornal sul-africano Independent Online.

Marcha de homenagem

A marcha assinalou o último dia de uma convenção de solidariedade para com a Palestina, realizada em Joanesburgo, na qual participou uma delegação do Hamas, salientou a publicação.

A África do Sul condenou a resposta militar de Israel contra os ataques terroristas do Hamas de 07 de outubro em território israelita, que desencadearam uma nova guerra.

O partido Congresso Nacional Africano, no poder desde 1994 na África do Sul, apoiou no mês passado uma moção no parlamento apelando ao encerramento da embaixada israelita e à suspensão das relações diplomáticas como sinal de protesto contra a guerra israelo-palestiniana.

A África do Sul solicitou formalmente ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para investigar o que o Presidente Cyril Ramaphosa considerou como "crimes de guerra" cometidos por Israel na Faixa de Gaza.