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"Um momento de perigo histórico": Relógio do Apocalipse a 90 segundos do fim

Os cientistas voltaram a acertar o Relógio do Apocalipse. Há mais de 70 anos que o fazem, numa espécie de alerta para a humanidade. Este ano, deixam um aviso preocupante: vivemos um momento de “perigo histórico”.

"Um momento de perigo histórico": Relógio do Apocalipse a 90 segundos do fim
Bulletin of the Atomic Scientists

O risco de autodestruição da humanidade continua no valor mais alto de sempre. É o que indica o Relógio do Apocalipse, que esta terça-feira foi acertado para os 90 segundos antes da meia-noite, o mesmo horário do ano passado.

O que é que isto significa?

Que o mundo continua a 90 segundos da aniquilação total.

O Relógio do Apocalipse é uma metáfora que tem como objetivo alertar a humanidade para as catástrofes globais. Este relógio é acertado anualmente há 77 anos por um grupo de cientistas da revista Bulletin of the Atomic Scientists.

No ano passado, o relógio também ficou a 90 segundos da meia-noite, o valor mais elevado de sempre. A guerra da Ucrânia e o risco inerente de uma ameaça nuclear foram os fatores apontados para a deterioração em 2023.

Em 2024, a guerra na Ucrânia continua a preocupar os cientistas, assim como a deterioração dos acordos nucleares, a crise climática e ainda o avanço “dramático” da Inteligência Artificial.

Mas nem tudo são más notícias

Os especialistas avisam que o relógio pode ser atrasado, mas, para isso, é preciso que os governos e a sociedade tomem medidas urgentes.

“Não se enganem. Manter o relógio nos 90 segundos não é um indicador de estabilidade. É o oposto. É urgente que os governos e comunidades de todo o mundo ajam. Continuamos esperançosos e inspirados nas gerações mais novas para que conduzam a mudança”, afirmou Rachel Bronson, presidente do Bulletin of the Atomic Scientists.

Quando foi criado em plena guerra fria, em 1947, o relógio marcava sete minutos para a meia-noite. Afastou-se até aos 17 minutos em 1991, com a assinatura do tratado de redução de armas nucleares entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética. Agora, está mais perto do que nunca da destruição total.