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"As exigências mantêm-se inalteradas": milhares de agricultores protestam em Varsóvia

Em protesto, atiraram por terra contentores de cerais ucranianos que entram no país de comboio e já paralisaram portos e estradas, mas ainda não tinham caminhado até à residência do primeiro-ministro polaco Donald Tusk.

Agricultores polacos em protesto em Varsóvia
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O Governo polaco não exclui um boicote às importações de cereais Ucrânia. Uma declaração feita depois de milhares de agricultores marcharam pelas ruas de Varsóvia.

Os agricultores polacos estão em greve há um mês e já bloquearam as fronteiras com a Ucrânia.

Em protesto, atiraram por terra contentores de cerais ucranianos que entram no país de comboio e já paralisaram portos e estradas, mas ainda não tinham caminhado até à residência do primeiro-ministro polaco Donald Tusk.

"As exigências mantêm-se inalteradas: retirar-se completamente do Pacto Ecológico, proteger as nossas fronteiras, principalmente com a Ucrânia, contra os bens que vêm de lá e que ameaçam a nossa agricultura, e proteger os animais. Proteção dos animais, o que significa que os agricultores não devem concordar em eliminar ou limitar a criação de animais, e há tentativas nesse sentido", afirma Slawomir Izdebski membro do Sindicato dos Agricultores da OPZZ e organizador do protesto.

O primeiro ministro estava a esta hora na República Checa, onde admitiu vir a fechar a entrada de produtos agrícolas ucranianos na Polónia.

As outras reivindicações terão de ser respondidas pela União Europeia (UE), que já suspendeu a proibição do uso de pesticidas, pelo menos até às eleições europeias marcadas para o mês de junho.