As mulheres que trabalham na agricultura sofrem mais as consequências das alterações climáticas do que os homens. Um estudo, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), mostra que as mulheres perdem mais 5% do rendimento anual por causa da seca, por exemplo, do que os homens.
Em média, as mulheres que trabalham na agricultura em todo o mundo, ganham menos 18% do que os homens e, segundo as Nações Unidas, são quem mais sofre os efeitos das alterações climáticas.
A seca extrema custa às mulheres mais 8% do que aos homens e, com os efeitos das cheias, as perdas das mulheres são 3% superiores às dos homens.
Apesar de todo o planeta estar a sofrer com o impacto das alterações climáticas, a verdade é que esse efeito é ainda mais devastador, nas regiões mais pobres e mais dependentes da agricultura.
“Calculamos que, num ano médio, o stress térmico é responsável pela redução dos rendimentos das famílias pobres em cerca de 5%, em relação às famílias não pobres. A precipitação extrema representa uma redução de cerca de 4,4%, em relação às famílias não pobres”, afirma Nicholas Sitko, da FAO.
Como as mulheres são os mais pobres, entre os mais pobres, a situação é ainda mais grave para as famílias geridas por mulheres e que vivem, apenas, da agricultura.