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Mais de 400 pessoas foram raptadas há uma semana na Nigéria, denuncia Amnistia Internacional

O rapto em massa ocorreu quando centenas de deslocados se dirigiam para recolher lenha numa floresta próxima. A Nigéria é assolada há anos pelo flagelo dos raptos por grupos jihadistas e de criminosos, sobretudo desde que a organização Boko Haram raptou 276 raparigas em Chibok em abril de 2014.

Mais de 400 pessoas foram raptadas há uma semana na Nigéria, denuncia Amnistia Internacional
olasunkanmi ariyo

Mais de 400 pessoas, na maioria mulheres e crianças, foram raptadas há uma semana no estado nigeriano de Borno por alegados membros da organização jihadista Boko Haram, anunciou a Amnistia Internacional (AI).

O rapto no domingo deu início a uma das piores semanas de que há memória recente no país africano, que prosseguiu na quinta-feira com o desaparecimento de 287 estudantes e professores no estado de Kaduna.

A Nigéria é assolada há anos pelo flagelo dos raptos por grupos jihadistas e de criminosos, sobretudo desde que a organização Boko Haram raptou 276 raparigas em Chibok em abril de 2014.

A ação em Borno visou três campos de deslocados na zona de Gamboru Ngala, no noroeste do país da Árica Ocidental, perto da fronteira com os Camarões, segundo a AI, citada pela agência espanhola Europa Press.

O governador do estado de Borno, Babagana Zulum, disse na quinta-feira que o rapto em massa ocorreu quando centenas de deslocados se dirigiam para recolher lenha numa floresta próxima.

As autoridades nigerianas ainda não divulgaram o número oficial de vítimas.

O ataque de Kaduna foi perpetrado por centenas de membros de um "grupo de bandidos", como o Governo nigeriano designa as organizações criminosas baseadas no rapto e na extorsão.

O ataque visou a escola e o instituto da Autoridade Local de Educação na cidade de Kuriga e resultou no rapto de 127 alunos do ensino primário e 187 do secundário, bem como de pelo menos dois professores.

Mais de duas dezenas dos alunos da escola primária e um professor conseguiram escapar aos raptores pouco depois do assalto, informaram os funcionários da escola ao governador do Estado, Uba Sani.

A escola secundária de Kuriga tinha sido palco de ataques de bandidos em anos anteriores, pelo que as autoridades decidiram integrá-la na escola primária.