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Morreu o homem que viveu mais de 70 anos num "pulmão de ferro"

Paul Alexander detinha o recorde da pessoa que vivia há mais tempo dentro de um “pulmão de ferro” - um cilindro de metal de auxílio respiratório - onde foi colocado em 1952, após em criança ter contraído poliomielite.

O homem que viveu mais de 70 anos um cilindro de metal, conhecido como "pulmão de ferro"
O homem que viveu mais de 70 anos um cilindro de metal, conhecido como "pulmão de ferro"
The Dallas Morning News/AP

Paul Alexander viveu paralisado do pescoço para baixo mais de 70 anos, dentro de um cilindro de metal, um marco que foi registado nos recordes do Guinness. De acordo com a publicação do irmão Philip, no Facebook, o norte-americano morreu esta segunda-feira aos 78 anos.

Paul Alexander contraiu poliomielite em 1952, um vírus contagioso que se aloca no intestino e pode incapacitar totalmente a vítima.

O norte-americano escreveu um livro onde contou a história de vida, chamado "Three Minutes for a dog".

De acordo com os familiares, a morte resultou de uma infeção causada pela Covid-19, que se agravou nos últimos meses. A doença deixou-o fraco e desidratado.

"Foi uma honra fazer parte da vida de alguém que era tão admirado como ele. Ele tocou e inspirou milhões de pessoas e isso não é exagero", escreveu Philip Alexander num post na terça-feira.

Paul tinha seis anos quando, em 1952, foi colocado, de corpo inteiro, num cilindro metálico conhecido como “pulmão de ferro”, depois de ter contraído poliomielite.

Este aparelho usa pressão para insuflar ar nos pulmões, através de um processo mecânico de pressão negativa.

Paul formou-se em Direito, passou no exame da Ordem dos Advogados e exerceu a advocacia.

"Ele tomava conta de uma sala. Que namoradeiro! Adorava boa comida, vinho, mulheres, longas conversas, aprender e rir", escreveu o irmão.

A doença não foi impeditivo para também, de acordo com o seu irmão, ter viajado pelos cinco continentes.

Alexander tinha mais de 300.000 seguidores no TikTok.