Vladimir Putin começa esta sexta-feira a ser reeleito. Mais de 112 milhões de eleitores vão votar nestas presidenciais. Mas, sem uma oposição verdadeira, Putin tem a vitória garantida para mais um mandato.
As eleições decorrem entre esta sexta feira e domingo. Só depois disso serão conhecidos os resultados. Mas não há qualquer dúvida sobre quem vencerá.
Estas presidenciais na Rússia servem, apenas, para reforçar a posição de Vladimir Putin que, sem oposição, vai ganhar outra vez.
De tal forma isso é garantido que até o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, decidiu usar a ironia e já felicitou Putin, pela vitória esmagadora que vai, seguramente, ter.
O líder da União Europeia disse, nas redes sociais, que onde não há oposição, como é o caso da Rússia, não há liberdade, nem há escolha.
A única opção para os mais de 112 milhões de eleitores é decidirem se querem votar em papel, ou eletronicamente.
Para além dos russos, também são chamados às urnas os habitantes das regiões ocupadas na Ucrânia.
Fora da Rússia, sobretudo no Ocidente, estas eleições são vistas apenas como uma formalidade para o 5º mandato de Vladimir Putin.
Há, na verdade, 3 outros candidatos. Mas são todos aliados do presidente que não vão ter nenhum resultado assinalável.
Qualquer outra tentativa de oposição foi derrubada, proibida ou ignorada.
O principal opositor ao regime, Alexei Navalny morreu, no mês passado, enquanto cumpria pena numa cadeia remota no Ártico.
Os outros, que continuam a lutar contra o Kremlin, ou estão na cadeia, também. Ou vivem exilados no estrangeiro.
Aos 71 anos, Vladimir Putin prepara-se para superar Estaline, e ser o líder russo que mais tempo se mantém no poder, desde a morte da Imperatriz Catarina a Grande, no século XVIII.