No discurso de encerramento da Cimeira da NATO, em Washington, Joe Biden cometeu gafes e trocou nomes. São enganos como estes que adensam as preocupações à recandidatura à Casa Branca e que são aproveitados pelos adversários e que acabam por ofuscar o essencial da Cimeira da NATO, sublinha Ricardo Alexandre.
"É preciso dizer que o Presidente Biden sempre foi pródigo neste tipo de de gafes, neste tipo de situações ao longo da sua carreira política. Agora, obviamente, os holofotes estão muito mais concentrados nesta altura (...) as duas gafes foram de uma dimensão quase risível e, portanto, obviamente que adensa as preocupações em torno da campanha de Biden".
Ricardo Alexandre refere que decisivo ai ser a capacidade que os financiadores da campanha vão ter de continuar a apoiar Biden ou não.
"Se chegarmos à Convenção em Agosto e o Presidente Biden perceber que os apoios financeiros estão a escassear, ou estão a fugir e que o coro que pede que ele renuncie e é muito significativo, não sei se vai manter a candidatura depois da Convenção".
O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o Chanceler alemão, Olaf Scholz, saíram em defesa de Joe Biden, na conferência de imprensa conjunta.
"Aquelas duas gafes acabam por ofuscar o essencial da Cimeira da NATO. [Macron e Scholz] preferiam certamente que destes últimos dias em Washington saísse uma declaração política muito significativa: o facto de terem assumido que o caminho da Ucrânia para a NATO é irreversível; o facto de terem confirmado o apoio de 40000 milhões de dólares em 2025 de ajuda militar à Ucrânia. Preferiam certamente que as parangonas fossem feitas com base nessas decisões que foram tomadas, ou que foram confirmadas, e o que resta são as gafes".