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Reclusos com ligação ao Daesh matam guardas prisionais e fazem reféns em prisão na Rússia

Foram “neutralizados” os quatro reclusos que esta sexta-feira tomaram o controlo de uma prisão de alta segurança na região de Volgogrado, na Rússia. Foram abatidos por snipers das forças especiais depois de terem matado quatro guardas prisionais e feito reféns.

Reclusos com ligação ao Daesh matam guardas prisionais e fazem reféns em prisão na Rússia

Snipers das forças especiais russas abateram os quatro reclusos que esta sexta-feira tomaram o controlo da prisão de Volgogrado e mataram quatro guardas prisionais.

“Os quatro reclusos foram neutralizados e os reféns liberados”, informa a agência de notícias estatal RIA, citando fontes oficiais.

Os atacantes, com alegadas ligações ao Daesh, esfaquearam até à morte quatro guardas prisionais e feriram vários outros, já hospitalizados.

Num violento vídeo que circula nas redes sociais, é possível observar três funcionários da prisão - aparentemente inconscientes - deitados no chão sobre poças de sangue. Um quarto funcionário era feito refém, com um dos reclusos a encostar-lhe uma faca ao pescoço.

Quem são os atacantes?

Um dos atacantes identifica-se no vídeo como combatente do Daesh. A imprensa russa diz que se tratam de três condenados por tráfico de droga e um quarto por agressão.

Terão apresentado duas exigências: dois milhões de dólares e um helicóptero para viajar até à Geórgia. Ameaçaram ainda matar todos os reféns se forem perseguidos na tentativa de fuga.

Putin foi imediatamente informado

Durante a reunião do Conselho de Segurança russo, o ministro do Interior e os chefes da Guarda Nacional e dos serviços penitenciários informaram o Presidente Putin sobre a situação na prisão.

Esta é uma prisão de alta segurança, com condições de detenção rigorosas, localizada na cidade de Surovikino, a cerca de 120 quilómetros a oeste de Volgogrado, a capital regional.

A Rússia tem sido repetidamente alvo de ataques reivindicados pelo Daesh, embora a influência do grupo terrorista continue a ser limitada no país. Recorde-se que, no final de março, o grupo reivindicou a autoria do atentado no Crocus City Hall, uma sala de espetáculos perto de Moscovo, onde homens armados mataram 145 pessoas, o pior atentado na Rússia em quase 20 anos.

Com LUSA