Mundo

CORRESPONDENTE SIC

Eleições autárquicas no Brasil: Partido Socialista foi o grande vencedor da segunda volta

Os brasileiros foram às urnas para a segunda volta das eleições autárquicas. Os candidatos de partidos do chamado 'centrão', elegeram representantes em mais da metade das capitais.

Loading...

Eleitores de 51 cidades foram às urnas na segunda volta para escolher os chefes do executivo municipal, os prefeitos e vice-prefeitos que vão governar nos próximos quatro anos. A votação foi realizada em municípios com mais de 200 mil eleitores, cuja decisão não aconteceu na primeira volta, no início de outubro.

Os partidos de centro e centro-direita, que compõem o chamado 'centrão' - grupo político que pode colocar-se tanto a favor da oposição como do Governo - elegeram prefeitos em mais da metade das capitais.

O grande vencedor foi o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que ganhou em 887 cidades brasileiras. Seguido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que reelegeu Ricardo Nunes em São Paulo, maior colégio eleitoral do pais.

Ricardo Nunes venceu com o apoio de 11 partidos, o candidato de esquerda Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), apoiado pelo presidente Lula. da Silva. Boulos entrou com uma ação contra o governador de São Paulo, apoiante de seu adversário, por ter associado sua candidatura ao crime organizado.

O Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, que pouco participou das campanhas, conseguiu aumentar em 38% o número de prefeituras em relação às municipais de 2020, mas venceu em apenas uma capital, Fortaleza, no Ceará.

O PL, partido do ex-presidente Bolsonaro, atualmente inelegível pela Justiça, conseguiu aumentar em 50% o número de prefeituras e quatro capitais, mas perdeu em oito das 11 cidades onde ele fez campanha na segunda volta. De acordo com os especialistas, os resultados refletem um enfraquecimento da polarização, num pleito considerado exemplar pela Justiça Eleitoral.

O desafio da Justiça Eleitoral, já com vistas nas presidenciais de 2026, é tentar entender e diminuir a abstenção dos eleitores. Num país onde o voto é obrigatório por lei, porém com punições brandas, quase 10 milhões não foram às urnas, com um índice de abstenção de quase 30% nesta segunda volta.