Na outrora vibrante cidade de Chiva, na comunidade valenciana, as chuvas e cheias devastadoras deixaram para trás um rasto de destruição.No meio dos destroços, Gustavo Villalba, morador da cidade, regressa a casa.
Carrega sacos, cheios de bens essenciais,e uma pá, para, pelas próprias mãos, tentar salvar o pouco que restou. O sentimento de impotência é o de milhares de pessoas. O pedido de ajuda ao Governo também.
“Nós pagamos os nossos impostos, pagamos tudo. Agora é tempo de o país nos dar a nós uma mão”, defende. “Vão esquecer-se de nós, dentro de pouco tempo. Já não vamos ser notícia.”
Da casa de Gustavo restam apenas as paredes. Da garagem ao último andar, a água levou praticamente tudo.
Ainda que rodeado por um manto de destruição, a mensagem é de esperança.
“Temos vontade de chorar, mas, ao mesmo tempo, temos de dizer que não. Temos de manter a cabeça levantada”, reage Gustavo. “Não estamos mortos!”
Uma história que dá a voz a milhares que perderam o carro, a casa ou até mesmo um familiar, depois do temporal que atingiu o leste de Espanha, na última semana.