Em algumas cidades da Índia a concentração de micropartículas perigosas no ar estava 18 vezes acima dos valores máximos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) esta terça-feira. No vizinho Paquistão, os níveis de poluição também estão a bater valores recorde.
Nas maiores cidades do sub-continente indiano, sobretudo na Índia, no Paquistão e no Bangladesh, o ar está irrespirável. As autoridades locais reconhecem que os níveis de concentração de micropartículas, muito perigosas para a saúde, estão vários pontos acima dos valores máximos recomendados.
Esta terça feira, na capital indiana, Nova Deli, estavam 18 vezes mais altos do que aquilo que a Organização Mundial da Saúde considera seguro. Na fronteira entre a Índia e o Paquistão, Lahore é, neste momento, a cidade mais poluída do mundo.
O topo desta tabela alarmante, que se baseia em dados recolhidos por um grupo suíço que monitoriza o ar em todo o planeta, muda todos os dias. A maior parte das vezes, a liderança salta entre cidades indianas e paquistanesas.
Os governos impuseram uma série de medidas, para tentar travar o aumento da poluição. As escolas primárias fecharam e todos os que puderem devem trabalhar a partir de casa. Há restrições à circulação automóvel e estão proibidas as queimadas agrícolas, contudo não há meios policiais suficientes para fiscalizar todas as atividades e o ar está cada vez mais denso e difícil de respirar.
Os hospitais dizem que, nos últimos dias, aumentou 25% o número de doentes com problemas respiratórios. Tosse seca, irritações da garganta e dos olhos e erupções cutâneas, são os sintomas mais comuns. A OMS diz que a poluição atmosférica pode provocar graves problemas cardiovasculares e cancro nos pulmões. Segundo os dados mais recentes, a má qualidade do ar na Índia, mata mais de um milhão e meio de pessoas todos os anos.