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Um mês depois das cheias em Valência, as cicatrizes da tragédia permanecem a cada esquina

Um mês depois das inundações terem devastado a região de Valência, em Espanha, e matado mais de 220 pessoas, os habitantes esforçam-se por recuperar a normalidade.

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Foi há um mês e as carcaças dos automóveis permanecem empilhadas. Com as cicatrizes da catástrofe a cada esquina, um dia atrás do outro, os habitantes encontram forças para manter rotinas. Mesmo com o exército no terreno, as tarefas de limpeza e reconstrução vão arrastar-se no tempo.

A devastadora gota fria gerou um onda de solidariedade que também se demora.

As chuvas torrenciais despejaram 770 litros por metro quadrado em apenas 24 horas. Casas térreas e garagens converteram-se em armadilhas fatais e ainda que a água já não seja uma ameaça há quem tema os danos e estragos a longo prazo.

Paiporta foi uma das localidades designadas como zona de impacto das cheias repentinas. Só aqui morreram 45 pessoas. O número mais elevado de vítimas de todos os municípios afetados.

A poderosa DANA expôs a vulnerabilidade das populações que vivem em zonas ribeirinhas e o fenómeno tende a repetir-se. Os peritos exortam as autoridades a melhorar o planeamento urbano, a atualizar os mapas de risco e a intervir nas bacias hidrográficas.