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"Detenções preventivas": polícia da Geórgia prende líderes da oposição

A operação policial aconteceu no centro de Tblissi e o líder da oposição Nika Gvaramia foi espancado e transportado, já inconsciente, até ao carro da polícia.

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A contestação popular ao adiamento da adesão à União Europeia leva já uma semana. Os líderes da oposição da Geórgia foram esta quarta-feira detidos, e um foi espancado antes de ser preso. O governo diz chama-lhes detenções preventivas.

A operação policial aconteceu na tarde desta quarta-feira no centro de Tblissi, a capital georgiana. O líder da oposição Nika Gvaramia foi espancado e transportado, já inconsciente, até ao carro da polícia.

Com Gvaramia, foram presos outros líderes da oposição. As detenções foram justificadas de imediato pelo primeiro-ministro, descrevendo-as como "detenções preventivas".

Há sete noites que as forças de segurança reprimem as manifestações pró-europeias, em Tblissi e nas maiores cidades.

A repressão provocou já dezenas de feridos e centenas de detenções. Milhares de pessoas contestam o adiamento para 2028 do processo de adesão à União Europeia.

A decisão foi tomada a semana passada pelo partido governamental Sonho Georgiano. No poder há 12 anos, foi criado por Bidzina Ivanishvili.

O oligarca bilionário que fez fortuna na Rússia é acusado pelos opositores de ser pró-Moscovo. O Kremlin e o governo georgiano falam em manipulação internacional para repetir o cenário da Ucrânia.

Entre os desejos de aproximação à Europa e a ligação histórica a Moscovo, a ex-república soviética do Cáucaso vive em instabilidade política e social desde a guerra de 2008, e da intervenção militar da Rússia.

As tropas russas controlam as regiões da Abcázia e da Ossétia do sul e ocupam atualmente 20 por cento do território da Geórgia.