Cristóvão Colombo morreu em 1506, mas a sua origem e identidade continuam uma incógnita. Segundo uma investigação da Universidade de Granada, Colombo não era genovês, mas sim um judeu sefardita de Valência.
Para chegar a esta conclusão, um especialista da instituição espanhola investigou o ADN do descobridor da América, assim como os ossos de alguns dos seus parentes mais próximos: o filho e o irmão.
Em Israel, os resultados não provocaram grande surpresa nos meios universitários.
“Ser judeu não é uma questão de sangue”
O navegador alcançou o continente americano em 1492, ano da expulsão dos judeus de Espanha. Colombo escreveu diários de viagem, cartas e um tratado chamado “Livro da profecia”, que contém muitas mensagens bíblicas, e já em 1940 um biógrafo de Colombo encontrou elementos da tradição judaica nos seus textos.
Cerca de 500 anos depois, os investigadores israelitas dizem que ser judeu não é uma questão de sangue e lembram que em Espanha há quem critique a ausência de provas científicas suficientes, para determinar as origens do almirante.
