Ainda embalado pelo sabor da vitória, o candidato da CDU já admite formar um bloco central capaz de unir a direita e a esquerda. De uma eventual aliança, a CDU já afastou a extrema-direita, que garantiu o segundo lugar nas eleições com um discurso anti-imigração e aliados de peso, como o homem mais rico do mundo.
Os resultados mostram um país claramente dividido. A antiga RDA, na Alemanha Oriental, ficou pintada com o azul da extrema-direita. Já na Alemanha Ocidental, dominou a aliança CDU-CSU.
O grande derrotado da noite foi o partido que estava no poder e que obteve o pior resultado das últimas décadas. Olaf Scholz está de saída, mas o partido do até agora chanceler é, para já, o mais provável parceiro de coligação do próximo Governo, que tem pela frente uma missão difícil - reanimar a terceira maior economia do mundo, unificar a Europa e reaproximá-la dos EUA.