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Morreu a mais velha sobrevivente do Holocausto aos 113 anos

Rose Girone estava na reta final da gravidez quando o seu marido, um judeu alemão, foi enviado para o campo de concentração de Buchenwald, no leste da Alemanha. Fugiu para a China, onde viveu em condições desumanas e mais tarde mudou-se para o Estados Unidos, onde acabou por viver o resto da sua vida.

Rose Girone com 110 anos, em janeiro de 2023.
Rose Girone com 110 anos, em janeiro de 2023.
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Morreu Rose Girone aos 113 anos, a mais velha sobrevivente do Holocausto. A morte foi confirmada pela família e a Claims Conference, uma organização que representa a comunidade judaica e indemniza as vítimas da Alemanha nazi.

A sobrevivente do Holocausto estava na reta final da gravidez quando o seu marido Julius Mannheim, um judeu alemão, foi enviado para o campo de concentração de Buchenwald, no leste da Alemanha. Terá sido através de um postal que o marido ficou a saber do nascimento da filha, Reha Bennicasa, em 1938.

Rosa Girone, cujo nome de nascimento era Rosa Raubvogel, conseguiu que o marido fosse libertado do campo de concentração e viajou com a família para Xangai, na China, graças a vistos chineses. Em 1941, com o Japão em guerra com a China, foi obrigada a viver com o marido e a filha recém-nascida no interior de uma casa de banho inacabada, infestada de ratos, num gueto judeu durante sete anos.

Em 1947, após a guerra, Rosa Girone mudou-se para os Estados Unidos e divorciou-se do marido. Voltou a casar em 1968, desta vez com Jack Girone, adotando o seu apelido.

Rosa Girone nasceu em 1912 na Polónia, mas quando era criança foi viver com a família judaica para a Alemanha. Sobreviveu à I e II Guerra Mundial, a duas pandemias e acabou por morrer a 24 de fevereiro, numa casa de repouso em Bellmore, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.