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Fukushima, 14 anos depois: um capítulo sombrio ainda por sarar

Em 2025 assinalam-se 14 anos segundo maior acidente nuclear da história. Autoridades japonesas acreditam que só em 2051 estará terminado o processo de encerramento da central.

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O Japão retomou a energia nuclear no ano em que se assinala o 14.º aniversário do segundo maior acidente da história. Fukushima nunca recuperou do sismo seguido de tsunami ocorrido a 11 de março de 2011.

O manto gelado danificou as plantações de morangos na província de Fukushima, onde o setor agrícola sempre foi crucial. Mesmo antes de 2011. Mas o que é um nevão comparado com o maior sismo da história japonesa?

Nove graus na escala Richter, com epicentro a mais de 100 quilómetros da costa, seguido de um tsunami. “Tsu” que em japonês quer dizer porto e “nami” onda.
O alerta foi dado três minutos depois do abalo, mas a dimensão da massa de água foi subestimada.

Quando foi dado o segundo alerta, com ondas previstas de 10 metros de altura, já era tarde demais. Meia hora depois do abalo, uma massa de água, à velocidade média de 800 km/hora, chegava à costa de Tohoku, varria o porto de Sendai e continuou até 250 quilómetros a norte, à cidade de Miyako.

O mar invadiu tudo e, ao retrair, levou milhões de toneladas de detritos. Alguns acabaram por aparecer nas costas do Canadá e Estados Unidos.

Vidas, terão sido mais de 20 mil, entre mortos e desaparecidos. Centenas de milhares de pessoas ficaram em abrigos temporários e 330 mil ainda não tinham casa um ano após o acidente.

O pior capítulo do sismo e tsunami ainda está por sarar. As autoridades japonesas acreditam que só em 2051 estará terminado o processo de encerramento da central nuclear de Fukushima.